Está oficialmente aberta a “magia” carnavalesca em Torres Vedras.
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No passado sábado deu-se inicio ao Carnaval de Torres Vedras com inauguração do Monumento ao Carnaval.

Da praça do Mercado Municipal começaram a ecoar os primeiros sons “carnavalescos”, a cargo do grupo de percussão torriense Ribombar. Cabeçudos, membros da Real Confraria do Carnaval de Torres e elementos de grupos de mascarados da transata edição do Carnaval de Torres Vedras também já se encontravam no local, onde entretanto chegou, igualmente com o som das típicas melodias carnavalescas torrienses, o grupo musical OSGA, acompanhado por Fidalgos e elementos da associação “Ministros e Matrafonas”.

Da Avenida Tenente Coronel João Luís de Moura arrancou o cortejo carnavalesco, composto pela sua típica “fauna”, que rumou ao “coração” da Cidade, à Praça da República, onde o aguardava já uma vasta multidão ávida da folia pela qual anseiam durante quase todo o ano.  Foi aí que vários representantes de entidades envolvidas na organização do Carnaval de Torres Vedras foram fazendo uso da palavra, de entre os quais o presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes. que aproveitou para agradecer o empenho da empresa que produziu o Monumento do Carnaval de Torres Vedras 2020, a qual, nas suas palavras, “trabalhou 24 sobre 24 horas, mais do que as urgências pediátricas do Hospital de Torres Vedras”, agradecendo às associações carnavalescas locais (sendo neste particular de referir também a presença dos grupos carnavalescos Lúmbias, Marias Cachucas e Sacadegas) o seu contributo para o Carnaval de Torres Vedras, bem como aqueles que de uma forma anónima dão o seu melhor para o sucesso deste evento.

Uma “chuva de cores” inaugurou o Carnaval da “magia e fantasia”, sob o olhar atento de “ilustres convidados” do Carnaval de Torres, que compõe o respetivo monumento, intitulado “Abracadabra! Acorda Zé!”.

Nele vive “Maléfica, Mestre do Mal, num pacífico reino na floresta, até ao dia em que é ameaçada a harmonia da região. Escondidos entre as torres do seu castelo, Maléfica e os seus companheiros corvo e dragão, estão completamente incrédulos e aterrorizados com o panorama atual nacional e internacional.  O Grande Feiticeiro Costa, dotado de todo o seu poder, conhecimento e sendo um ilustre sábio em práticas de encantamentos e alquimia, usa as suas várias poções mágicas – IMI, IS, IRS, IVA, IRC, ISP, IUC – combinando-as e misturando-as no seu grande “Caldeirão Geringonça”, seguindo a velha receita do conceituado livro de encantamentos “Como carregar mais nos Impostos em Portugal”.

Preparando a mistura com arte e manha, com ajuda dos seus fiéis ajudantes, os magos Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, o resultado não é sempre certo… e raramente o acertado. Assunção Cristas e Rui Rio tornam-se náufragos nesta poção de magia rosa do “Caldeirão Geringonça”. 

Esta poção resulta num enchimento dos cofres do estado, que rapidamente e por uso de uma magia pouco clara, aliás, até negra, é injetada na Lamparina Banca encantada (magia essa já utilizada por todos os feiticeiros governantes anteriores). O aprendiz de feiticeiro Mário Centeno, com toda a sua perícia, injeta os frutos do nosso trabalho na Banca recorrendo a encantamentos desvairados. 

Assim surge O Génio capitalista da Lamparina Banca, astuto e ardiloso, sempre à disponibilidade de todos, concedendo qualquer desejo e crédito, mas a troca de elevados custos.

No país das maravilhas, a princesa Zé continua a querer estar adormecida, impotente a tão forte magia, à espera de melhores dias, e de um cavaleiro encantado que lhe alivie a carga fiscal. Tal estado deveu-se a um poderoso feitiço de hipnose política. Mas a única criatura que dele se aproxima é um ser obscuro, estranho e indecifrável que surge à espera da sua derradeira oportunidade – Santana Gollum. Toda a vida desta criatura gira em torno da sua preciosa Aliança. 

Em redor do torreão sul do castelo, disputa se a Liga Mágica Nos num renhido jogo de Quidditch. Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira frenéticos, mostram a sua admirável habilidade em voar alto, mas sem grandes mestrias e algo descoordenados…. Entre movimentos mais arriscados, tentam até à exaustão agarrar a tão cobiçada Taça. (que os árbitros lhes valham…).

Frederico Varandas também estava nesta disputa, mas uma vez mais acontece um acidente de percurso, espetando-se contra o chão, abrindo um buraco bem fundo.  Cris R7 é o maior mágico de sempre do futebol. Mas nem sempre, mesmo aos melhores, os truques correm bem.

Qual não é o seu espanto, quando em vez de sacar mais uma bola de ouro da cartola, saca um coelho Messi com uma bola de Ouro! O puto João Félix, já sob os holofotes do espetáculo, aprende tudo o que pode com Cris R7, cobiçando a tão especial bola de ouro. 

O derradeiro espetáculo de magia surge aos olhares do público mais desconfiado. São apresentados truques de ilusionismo, desempenhados pelas mais prestigiadas figuras.

O admirável Joe B faz aparecer e desaparecer obras de arte, fundações, associações, entre outros truques manhosos.  Ricardo Salgfield, esplêndido mágico com uma carreira admirável, fez desaparecer em minutos e para sempre um grande Banco.

E por último, mas não descartando todo o seu mérito, Socratini, o venerável mestre escapista. Mostra todo o seu incrível talento e perícia nos seus truques, conseguindo proezas inacreditáveis com mil e um processos amarrados e desamarrados. Processos esses que acabam sempre por desaparecer por completo da superfície terrestre, tal como ele próprio”.

O último quadro do Monumento “não deve ser apreciado por pessoas mais suscetíveis, dada a intensidade dramática e violência explícita que nele se exibe. 

A magia negra é sustentada por forças e espíritos grandiosos há milhares de anos. É considerada uma arte obscura, cujo propósito é a manipulação do oculto através de determinados rituais. 

Os grandes mestres do voodoo ambicionam obter o controlo total sobre tudo e todos. Todos juntos, progressivamente e minuciosamente, vão conseguindo matar o nosso planeta em função dos seus interesses.  Trump, ocupa o trono de ferro, ostentando os seus ornamentos de Chefe da Tribo Yankee. A fada madrinha do feiticeiro é Ku Klux Klan, perito a aconselhar a destruição pelas formas mais drásticas e violentas – ambos praticam voodoo com a população latina e negra.

Mestre Putin, lado a lado com os maiores feiticeiros do ocultismo, é inspirado pela sua fada madrinha Lucifer. Este incentiva-o a fazer voodoo com Trump, já demonstrando algum receio do poder dos USA. Kim Jong-un é orientado pela fada madrinha Hitler, que, tal como Putin, o faz praticar voodoo com Trump pelas mesmas razões.  Bolsonaro, cheira o esturro que provém das práticas negras destes mestres, e, expectante, espia e aprende tudo o que consegue”.

E é assim, com a sua típica sátira político-social, que está aberta mais uma edição do Carnaval de Torres Vedras. Durante fevereiro, Torres Vedras vai ser o “epicentro” da “folia” em Portugal. Este ano ainda com mais “magia e fantasia”… 

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