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O Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras acolheu no dia 5 de novembro um workshop que pretendeu apresentar e debater as opções da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas para o concelho de Torres Vedras.

Integrada no projeto Climadapt, esta atividade foi organizada pela Câmara Municipal de Torres Vedras com a Universidade de Lisboa, e contou com a presença de mais de 50 atores locais que deram os seus contributos para a referida estratégia.

Após a abertura da sessão pelo presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, Luísa Schmidt (da Universidade de Lisboa) apresentou o programa do workshop e o referido projeto, introduzindo a intervenção pré-gravada de Filipe Duarte Santos (da mesma universidade) sobre “Os Cenários Climáticos para a Região de Lisboa e Vale do Tejo”, a que se seguiu uma comunicação de Sandra Pedro (da Câmara Municipal de Torres Vedras) que fez a “Apresentação das Opções de Adaptação às Alterações Climáticas de Torres Vedras – Vulnerabilidades, Riscos, Oportunidades e Medidas”.

Após um intervalo, os presentes dividiram-se em mesas de trabalho de forma a debater e trocar ideias para a mencionada estratégia, nas quais se abordou as seguintes temáticas: Energia e Indústria; Biodiversidade, Agricultura e Florestas; Segurança de Pessoas e Bens; Ordenamento do Território; Recursos Hídricos; Saúde Humana; e Turismo e Zonas Costeiras.

De referir que a Câmara Municipal de Torres Vedras já tinha efetuado a avaliação das suas vulnerabilidades atuais e futuras no âmbito das alterações climáticas e selecionado 21 opções de adaptação às mesmas que foram apresentadas neste workshop. Algumas dessas opções são as seguintes: Plano de sensibilização e comunicação; Incorporação do risco nos instrumentos de planeamento; Desenvolvimento de estratégia de proteção da natureza e biodiversidade; Promoção da integração da problemática das alterações climáticas de forma transversal nas diversas áreas de atuação municipal; Reforço dos sistemas dunares de forma a garantir a proteção da costa; Implementação de sistema de alerta de risco eminente de eventos climáticos extremos; Criação de sistema autónomo de comunicações de emergência; Implementação do Plano Municipal de Gestão da Água; Melhoria da capacidade de resposta dos espaços públicos aos eventos climáticos; Planeamento da relocalização das Infraestruturas e Equipamentos situados em zonas vulneráveis.

Recorde-se que a Câmara Municipal de Torres Vedras é parceira do Projeto ClimAdaPT.Local, o qual é coordenado pela Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (MFEEE/EEA-Grants) e pelo Fundo Português de Carbono, e tem como objetivos principais a elaboração de 26 Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas, a formação de 52 técnicos municipais nestas temáticas, a criação de uma Plataforma de Adaptação Municipal em Portugal e a criação de uma Rede de Municípios Portugueses em Adaptação.

Refira-se ainda que Torres Vedras está desde janeiro a desenvolver a sua Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas.

Mais informação sobre o referido projeto pode ser obtida em: http://climadapt-local.pt.

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