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Dos 834 trabalhadores, 80 fizeram greve, até às 12h00, havendo um turno a iniciar às 15h30 com 150 a 200 trabalhadores.

Esta segunda-feira, dia 12 de dezemro, cerca de 10% dos 834 trabalhadores da fábrica de conservas ESIP de Peniche aderiram à greve nacional do setor convocada pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), disse fonte oficial da empresa.

Os números não foram contestados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos (SINTAB), por não dispor de meios para aferir a adesão à greve pelos trabalhadores nesta fábrica do distrito de Leiria.

Apesar das condições climatéricas adversas, que impediram uma arruada pela cidade, meia centena de trabalhadores, que aderiram à greve, concentrou-se esta manhã à porta da conserveira.

Cristina Pejapes, trabalhadora há cerca de 30 anos e dirigente sindical, afirmou à Lusa que aderiu à quarta greve este ano na empresa para exigir aumentos salariais uma alteração ao contrato coletivo de trabalho.

Para Maria de Lurdes Quiaios, trabalhadora há 17 anos, esta também é a quarta greve para lutar por melhores condições de trabalho, mudança dos horários e aumento do salário.

Roger Martins, há 20 anos na empresa, também decidiu fazer greve, a quarta este ano, para reivindicar por um aumento salarial.

Quando entrei recebíamos acima do salário mínimo e agora recebemos mais do que o salário mínimo”, queixou-se Maria da Conceição Rodrigues, na empresa há 15 anos.

À porta da empresa, os trabalhadores, na esmagadora maioria mulheres, gritaram frases de ordem como “a luta continua nas empresas e na rua”, “o custo de vida aumenta e o povo não aguenta”, “mais salários, melhores pensões”, “não podemos aceitar empobrecer a trabalhar” e “35 horas para todos sem demora”.

A greve visa sobretudo reivindicar pela valorização geral dos salários na contratação coletiva, pelo combate à precariedade e a negação do aumento dos ritmos de trabalho e a desregulação de horários, com a redução do horário semanal de trabalho para as 35 horas.

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