Falta de postos de carregamento de carros elétricos contestada nas Caldas da Rainha
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A falta de postos de carregamento nas Caldas da Rainha está a ser contestada por vários proprietários de carros elétricos num abaixo-assinado em que alegam que o único posto em funcionamento está localizado num parque de estacionamento pago.

O documento, com 67 assinaturas, exige que os postos de carregamento de carros elétricos sejam “colocados a funcionar” para acabar com “os transtornos que se arrastam há mais de dois anos”, disse à agência Lusa José Nicolau, primeiro subscritor do abaixo-assinado entregue hoje à Câmara das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

De acordo com o abaixo-assinado, a que a Lusa teve acesso, “a cidade dispõe de seis postos de carregamento semirrápido de veículos elétricos (…) com capacidade para carregar 12 carros com a carga máxima de bateria em aproximadamente três horas e meia”.

Porém, refere o documento, só o posto “situado no parque de estacionamento da Praça 25 de Abril funciona com regularidade”, encontrando-se os restantes “fora de serviço”.

O parque é propriedade da autarquia, com permanência gratuita durante a primeira meia hora, após o que o estacionamento passa a ser pago.

Ou seja, explica José Nicolau, “quem quiser usar este posto sujeita-se a pagar estacionamento e, por outro lado, como só existem estes dois pontos, estão sempre ocupados, inviabilizando o acesso à maioria das pessoas que o procuram”.

Uma situação que está “a revoltar muitas pessoas” já que “quem mora em concelhos vizinhos e vem trabalhar para as Caldas arrisca-se a não conseguir carregar o carro para voltar para casa”, exemplifica.

Os subscritores do abaixo-assinado exigem à câmara que “apresente respostas e resolva esta situação que se arrasta há cerca de dois anos”.

Contactada pela Lusa, a Câmara das Caldas da Rainha esclareceu que a cidade não foi, em 2009, contemplada com a instalação de qualquer posto de carregamento da rede piloto iniciada a nível nacional.

“Sem ser sua obrigação”, o município instalou os seis postos, no âmbito das obras de regeneração urbana no pressuposto de que o Estado iria “alargar a rede ao todo nacional e promover o crescimento do uso deste combustível mais limpo”.

Esse objetivo acabou, no entanto, por não se concretizar, tendo a autarquia celebrado contrato com uma operadora para assegurar a reparação de avarias nos postos, alguns dos quais “foram funcionando” até junho de 2018 com energia da autarquia.

Porém, terminado o contrato de manutenção, “nenhum operador contactado manifestou disponibilidade para a reparação e manutenção dos atuais carregadores”.

A câmara adiantou ainda ter em curso a instalação de um novo posto de carregamento, pela Mobi.E que entrará brevemente em funcionamento.

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