Falta de profissionais de saúde foi um dos problemas apontados por Miguel Guimarães
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Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, visitou esta terça-feira o Hospital de Torres Vedras para perceber as necessidades e os problemas vividos nesta unidade de saúde.

“É sabido que centro hospitalar do oeste tem dificuldades, não é caso único em portugal, mas é um caso que tem uma grande carência em algumas áreas especificas” começou por dizer Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos médicos depois de uma visita ao Hospital de Torres Vedras nesta terça-feira, 22 de Maio.

Miguel Guimarães começou por defender uma única unidade hospitalar em vez das três actuais (Caldas da Rainha, Peniche, Torres Vedras) “por uma questão de organização de serviços, de eficácia de tratamentos por uma questão de eventualmente servir melhor as populações sabendo que o cuidados de proximidade são importantes”, afirmou.

“As condições físicas deste hospital não são propriamente as melhores mas é verdade que uma boa unidade, com espaço adequado, com as valências adequadas, com a concentração dos médicos das varias áreas, seria uma unidade de saúde capaz de dar resposta às necessidades da região”.

Apesar de ser um ponto importante, Miguel Guimarães garantiu que é uma acção que não vai acontecer tão cedo.

Para o Bastonário é importante que o Ministro da Saúde “olhe este centro hospitalar de uma forma diferente a bem das populações”.

Depois da visita ao Hospital de Torres Vedras Miguel Guimarães salientou três grandes problemas: falta de profissionais de saúde, falta de material e as condições físicas do edifício.

“A falta de capital humano: médicos nas diferentes áreas como anatomia patológica, oftalmologistas, enfermeiros, anestesistas, assistentes operacionais e técnicos, medicina interna, tem aplicações directas nos serviços que podem ser oferecidos às populações”, lamentou o Bastonário da Ordem dos médicos.

Miguel Guimarães afirmou ainda que apesar do hospital ter contratado alguns médicos “o número de médicos que a administração do hospital pediu não lhe foi contemplado no último concurso e é fundamental que isso aconteça para que este conjunto de hospitais do Centro Hospitalar do Oeste possa dar a resposta adequada aos cerca de 300 mil pessoas que servem”.

Como solução para o problema de falta de profissionais o Bastonário apontou como fundamental “que possa existir mais formação de várias especialidades neste hospital, naquelas que é possível”.

Salientou ainda o facto de nos últimos anos não ter havido uma aposta séria no SNS por parte do governo, quer do anterior, quer do actual, e que só existe capacidade de dar resposta “graças aos profissionais que trabalham no SNS”

“O governo tem de olhar para esta situação com outros olhos, tem que investir mais na saúde. Os 5,2% do PIB para a saúde não chegam seguramente e muito menos os 4,7% para o SNS. A média dos países da OCDE gasta com a saúde 6,5% do PIB”, referiu Miguel Guimarães.

“O governo tem que investir, tem que reforçar o capital humano nas varias unidades de saúde portuguesas, tem de contratar os médicos de família que faltam para que cada português possa ter de facto aceso a cuidados de saúde com facilidade, tem que renovar muitos equipamentos e melhorar, em alguns casos, a própria estrutura física dos hospitais”, acrescentou.

Neste momento estão cerca de 13 mil médicos a trabalhar apenas no sector privado e essa “fuga” do sector publico para o privado “é uma matéria que também devia preocupar o Ministro da Saúde”, alertou o bastonário depois da visita.

O bastonário da Ordem do Médicos concluiu a sua declaração dizendo que o Ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, colocou a situação o Centro Hospitalar do Oeste nas suas prioridades.

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