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Durante cerca de um mês, Torres Vedras foi, de novo, “Cidade dos Livros”.

Tratou-se de uma iniciativa que se constituiu como uma grande festa ligada à literatura, que se consubstanciou num programa que abarcou 72 ações dirigidas a diversos públicos (escolar, infantil, jovem, adulto, sénior e familiar) que tiveram lugar entre os dias 21 de abril e 22 de maio, e nas quais se contabilizaram cerca de 2.700 participações.

Entusiasmar os munícipes pela literatura, demonstrando, simultaneamente, que os livros e as leituras não se confinam a bibliotecas e a escolas, foi uma premissa fundamental em que assentou a realização da 5.ª edição da “Cidade dos Livros”, a qual foi organizada pela Câmara Municipal de Torres Vedras e teve como parceiro principal a Memória Imaterial, CRL.     

Dando vida às palavras dos livros e das histórias, a iniciativa teve como um dos seus principais ingredientes as sessões de contação. Refira-se, nesse âmbito: a sessão de contação de histórias realizada por Ana Manita com acompanhamento musical de Gisela Canelhas, intitulada “Livros Contados”,  na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino; a sessão “Contos com objetos”, dinamizada por António Gouveia na Biblioteca Municipal; as sessões “Mais contos com objetos”, levadas a cabo também por António Gouveia e ainda por Cláudia Fonseca, na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino e na Biblioteca Escolar do Turcifal; as sessões de narração “Farinha do mesmo saco”, apresentadas por António Fontinha e Isabel Pinto (acompanhada pela música de Joaquim Pavão), no Moinhos dos Caixeiros; a sessão de narração “O senhor dos Cordéis”, protagonizada por Thomas Bakk, no auditório do Edifício dos Paços do Concelho; a “Conversa contada”, proporcionada por Cristina Taquelim, Keu Apoema e Luciene Souza, na Igreja de Santiago; a sessão de contos levada a cabo por Ana Sofia Paiva e Thomas Bakk, também na Igreja de Santiago; a sessão de contos com Cristina Taquelim “Contarelos”, realizada na Biblioteca Escolar da Conquinha e no anfiteatro do Parque Entre Bairros; e as “Rodas de Contos”, que aconteceram na Igreja de Santiago. 

As sessões de lançamento de livros foi, inevitavelmente, uma outra vertente da iniciativa, sendo de referir, a esse propósito, as apresentações dos livros: Um Coração Duas Casas (da autoria dos escritores Ana Rita e João Martins, com ilustrações de Olga Neves), na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino; Zezé, o miúdo guloso (da autoria da escritora Andrea Ramos), na Biblioteca Municipal; Quem Manda?… Nacional-Salazarismo e Estado Novo (da autoria do escritor Fernando Pereira Marques), também neste último espaço; A Gaivota Marcela e o Caranguejo (da autoria da escritora Joana Reis, com ilustrações de Alexandra Belmonte), no Mercado Municipal; e O Efeito Estufa (da autoria do fotógrafo João Henriques), na Biblioteca Municipal.

Relacionado com estas atividades, refira-se igualmente os encontros proporcionados com autores, nomeadamente com: a escritora Isabel Peixeiro, na Biblioteca Municipal; a ilustradora Paula Delecave (que se centrou no livro O avô tem uma borracha na cabeça), na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino; e a ilustradora Madalena Matoso, no Mercado Municipal.

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Ligando a literatura a outras formas de expressão artística, a “Cidade dos Livros” proporcionou este ano também exposições de ilustração – Como ver coisas invisíveis, de Madalena Matoso, no Mercado Municipal; O último contador de histórias, de Marta Nunes, na Biblioteca Municipal; e A Gaivota Marcela e o Caranguejo, de Alexandra Belmonte, no Mercado Municipal -, teatros – Cá e Lá, pela Bolha, na Igreja de Santiago e nos claustros do Convento da Graça; O Convidador de Pirilampos, de António Jorge Gonçalves, no Teatro-Cine; Andante Desconcertante, interpretado por Cristina Paiva, na Igreja de Santiago; Pedras e Gentes, interpretado por Ana Sofia Paiva (acompanhada pela música e voz de Marco Oliveira), na Igreja de Santiago; e Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa, apresentado pela estrutura cultural Cassandra, no Teatro-Cine – e performances de dança – Biblioteca Imaginária, por Inesa Markava, na Biblioteca Municipal; e Faustless, de Margarida Belo Costa, no Teatro-Cine.    

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De referir, ainda, da programação desta 5.ª edição da “Cidade dos Livros”, um conjunto de outras ações que também espalharam a “magia” dos livros e das histórias por diversos locais, como: o colóquio “Palavras ao Vento”, que teve lugar no auditório do Edifício dos Paços do Concelho; a sessão do “Heróides – Clube do Livro Feminista”, realizada no Convento da Graça; a performance “Inverosimilis ou a insólita história do lugar”, levada a cabo no Museu Municipal e no centro histórico de Torres Vedras; a tertúlia literária “A revista Contemporânea cem anos depois (1922-2022)”, realizada na Biblioteca Municipal; a exposição relativa ao centenário de José Saramago, que esteve patente no Fórum das Associações Culturais de Torres Vedras; a instalação Sons da Moenda, paisagens sonoras de moinhos, que foi proporcionada na Igreja de Santiago; a conversa com o contador Maurício Corrêa Leite, realizada na Biblioteca Municipal; a oficina de mediação da leitura “Leituras à solta” orientada por Miguel Horta, no Centro de Artes e Criatividade; a exposição Estou perto, resultante do projeto “Da minha casa para a nossa aldeia”, que ainda está patente na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino; a mostra “Máquina de fazer poemas”, que foi proporcionada na Maceira, no Ramalhal e em Matacães; o espetáculo A Cor do Limão, interpretado por Cristina Paiva (que foi acompanhada da música de Joaquim Coelho), na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino; e as feiras do Livro Solidária e do Livro de Arte, realizadas, respetivamente, na Biblioteca Municipal e na Igreja de Santiago.

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