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As Invasões Francesas são o pano de fundo para o Festival Novas Invasões, cuja primeira edição decorrerá em Torres Vedras, entre os dias 27 e 30, promovendo o encontro entre a História e a atualidade.

“É um festival com uma raiz patrimonial, assente na nossa História, mas que não se esgota aí, trazendo à cidade propostas culturais dos principais países envolvidos no conflito, mas também de novos invasores convidados”, disse à Lusa a vereadora da Cultura na Câmara de Torres Vedras, Ana Umbelino.

O festival decorrerá em quatro locais da cidade de Torres Vedras (Parque da Horta Nova, Largo de Santo António, Castelo e ruas do Centro Histórico), promovendo “o encontro de culturas e a aproximação entre os povos que estão juntos na construção de um projeto europeu”, acrescentou a responsável.

No centro do festival, apresentado hoje à comunicação social, estará um mercado oitocentista que funcionará como fundo cénico e “como elemento de ligação entre o tempo passado e a atualidade”.

A par, decorrerão diariamente espetáculos de música, teatros, dança e circo, interpretados por artistas e companhias nacionais e oriundas de França (país que protagonizou as invasões travadas nas Linhas de Torres) e do Reino Unido, à época aliado do exército português na tarefa de travar os avanços de Napoleão.

Já o novo ‘invasor’ será, nesta primeira edição, o Chile, cuja história, tradições e cultura atual serão dadas a conhecer através de várias propostas artistas incluídas na programação.

A expetativa da organização é “atrair visitantes e turistas que gozam férias na região e em Lisboa”, explicou Ana Umbelino, referindo que a organização do evento custará à autarquia cerca de 60 mil euros.

Todos os espetáculos acontecerão ao ar livre, com entradas gratuitas.

O Festival Novas Invasões é realizado em parceria com várias associações culturais do concelho. O conceito tem estado a ser desenvolvido desde 2010, aquando das comemorações do bicentenário das Linhas de Torres, uma estrutura defensiva constituída por 177 fortes e redutos que impediu as tropas francesas de Napoleão Bonaparte de invadir Lisboa em 1811.

O festival terá uma periodicidade bianual e, em cada edição, um país ‘invasor’ diferente.

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