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É no cimo de uma colina, com entrada pelo Largo Coronel Morais Sarmento, que encontramos o altaneiro Castelo de Torres Vedras. Com traços dos estilos gótico e manuelino, a fortificação foi cenário de diversos episódios da história de Portugal, tendo sido residência temporária de vários monarcas, entre os quais D. João I. Afinal, foi em Torres Vedras que o Rei reuniu o conselho que decidiu avançar para a conquista de Ceuta.

Foi aqui que...

Visível a partir de vários pontos da cidade, o Castelo remonta à invasão romana da Península Ibérica, comprovado pela existência de duas cisternas romanas. As primeiras muralhas, no entanto, terão sido construídas pelos árabes. A Direcção-Geral do Património Cultural sublinha que “quer os romanos, quer os muçulmanos, deixaram a sua marca no local.”

Dentro da cintura da muralha, encontra-se a Igreja de Santa Maria do Castelo, que remonta ao século XII. Sede da mais antiga paróquia da vila, a construção assenta sobre ruínas romanas e visigóticas, que sucederam a uma mesquita. “Equaciona-se a existência de um reduto urbano islâmico em associação com um primitivo castelo, de que fariam parte algumas habitações e provavelmente uma mesquita” constata a Direcção-Geral, salvaguardando que “estas suposições aguardam, ainda, um detalhado estudo arqueológico do interior do pátio muralhado.”

Foi aqui que...

Em 1148, o Castelo havia de ser reconquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, que o doou, um ano mais tarde, a Dom Fuas Roupinho, cavaleiro e companheiro do rei português. O conjunto foi alvo de diversas obras de recuperação durante os reinados de D. Dinis – que ordenou a sua ampliação -, de D. Fernando – que mandou reparar a cerca da vila -, e ainda de D. Manuel I, que continuou com obras de reconstrução e melhoria das defesas. Foi com este último monarca, que reinou entre 1495 e 1521, que se colocaram os elementos de identificação do reinado manuelino sobre a porta principal: o escudo real e duas esferas armilares encimadas pela cruz da Ordem de Cristo.

Foi aqui que...

Mas a História reservava o trágico Terramoto de 1755, com o fenómeno a destruir o que restava do Paço dos Alcaides, bem como o remate da muralha do Castelo. Apenas com as Invasões Francesas, em 1810, foi reparado e adaptado para o uso de artilharia devido à sua localização junto às Linhas de Torres. As suas dependências foram mesmo utilizadas como reduto n° 27 do 1º Distrito das Linhas. Apesar do seu estado de ruína, continuou a funcionar como aquartelamento de tropas regulares até finais do século XIX.

No final da década de 50 iniciaram-se novos trabalhos de reparação das muralhas, que se estenderam até ao final do século XX. O Castelo de Torres Vedras é classificado como Imóvel de Interesse Público.

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