GALA DE ABERTURA DA “CIDADE EUROPEIA DO VINHO 2018”

 A programação da “Cidade Europeia do Vinho 2018” arrancou oficialmente este sábado com a Gala de Abertura na Câmara Municipal de Lisboa.

Coube a José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal anfitriã, dar início aos discursos oficiais, frisando o “orgulho” em receber os municípios de Torres Vedras e Alenquer enquanto “Cidade Europeia do Vinho”, destacando o seu papel no processo de reconhecimento de Lisboa enquanto região de referência ligada ao vinho.

A cerimónia contou com a presença de Luís Capoulas Santos, ministro da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural, que falou numa “justa distinção” que “promove e eleva a autoestima dos produtores da região de Lisboa e dos concelhos de Alenquer e de Torres Vedras em particular”. Capoulas Santos destacou o facto de, apesar do contexto adverso marcado pela ocorrência de incêndios e da seca, as exportações agrícolas terem subido 8%, sublinhando a subida das exportações do vinho, que vê como um resultado do trabalho dos viticultores nacionais.

Depois de ter saudado todos os municípios que se candidataram a esta distinção e todos os que contribuíram para o desenvolvimento da candidatura, Carlos Bernardes, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, saudou “todos os homens e mulheres que arduamente têm vindo a trabalhar a vinha e o vinho nestes territórios”, lembrando que os primeiros vestígios de produção de vinho remontam a 3000 a.C. no Castro do Zambujal.

Já Pedro Folgado, presidente da Câmara Municipal de Alenquer, sublinhou o carácter endógeno e secular do vinho, um produto que afirma ser “algo que está na nossa identidade.” O autarca destacou o papel dos produtores dos dois concelhos, também presentes nesta noite nobre, uma vez que “sem produtores não haveria candidatura”.

Carlos Miguel, secretário de estado das Autarquias Locais, Duarte Pacheco, deputado na Assembleia da República, uma delegação de Cambados – município espanhol que foi Cidade Europeia do Vinho em 2017 –, assim como autarcas e outros convidados compunham aquilo a que José Calixto, presidente da Rede Europeia das Cidades do Vinho – RECEVIN viria a apelidar de “extraordinária plateia”. “É uma honra, enquanto presidente da RECEVIN garantir-vos que temos total confiança no vosso trabalho” declarou.

A noite contou com apontamentos musicais do coro In Vino Veritas, sob a coordenação musical do maestro Nuno Côrte-Real, que presenteou os convidados com temas que refletem a influência da vinha e do vinho na vida da população destes territórios. Afinal, “falar de vinho hoje é falar da nossa identidade”, tal como “do nosso património, da nossa cultura, da nossa etnografia” defendeu Pedro Ribeiro, presidente da Associação de Municípios Portugueses do Vinho – AMPV. Carlos João da Fonseca, vogal da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, referiu as 42 milhões de garrafas certificadas pela região durante o ano passado, defendendo ainda que existe “capacidade para continuar a crescer”.

A noite continuou na sala do arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, com um jantar de gala que contou com um dos momentos altos da noite: a interpretação do fado “Vou-me embora p’ra Lisboa”, que arrancou uma ovação aos convidados.

Esta foi a primeira de um conjunto de mais de 60 atividades ligadas à vinha e ao vinho que integram a programação da “Cidade Europeia do Vinho 2018”. A distinção, atribuída anualmente pela RECEVIN, foi atribuída à candidatura conjunta de Torres Vedras e Alenquer a 30 de novembro do ano passado em Bruxelas, na Bélgica.​

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