O Governo informou não ter ainda destino definido para o edifício do antigo sanatório do Barro, em Torres Vedras, que passou da tutela do Ministério da Saúde para a do Ministério das Finanças.

Questionado pela agência Lusa, o Ministério das Finanças que tem a tutela do edifício na Direção-Geral do Tesouro, informou, por escrito, que “até ao momento não foi possível perspetivar a utilização do imóvel por serviços públicos”, nem tem conhecimento de interessados no imóvel.

Contudo, admitiu que “poderá vir a ser futuramente alienado”, esclarecendo que não existe qualquer procedimento em curso nesse sentido.

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) informou, em nota de imprensa, que o serviço de Medicina Física e de Reabilitação foi transferido daquele edifício para o hospital de Torres Vedras, onde está a funcionar desde segunda-feira.

Ao desocupar o antigo sanatório do Barro, o CHO passa a concentrar todos os serviços clínicos no hospital de Torres Vedras, depois de obras de adaptação, que custaram 167 mil euros.

Uma vez que o hospital do Barro está a três quilómetros da cidade e não está dotado de uma rede de transportes públicos, as alterações facilitam o acesso aos cuidados de saúde.

No ano de 2014, o serviço registou um aumento do número de consultas realizadas face ao ano anterior, tendo realizado 9.079 consultas de fisiatria, mais 589 do que no ano anterior.

Em dezembro, o CHO transferiu o serviço de Pneumologia do Barro para o hospital da cidade.

O encerramento do Barro era uma das medidas da reestruturação dos serviços hospitalares na região Oeste, em curso desde 2013.

“O Barro não tinha as condições mínimas e os doentes passam a ter melhores condições de internamento. Antes, se um doente precisava de fazer um exame ou se a sua situação clínica se agravasse, tinha de ser transportado de ambulância para Torres Vedras”, o que deixa de acontecer, explicou Carlos Sá, administrador do CHO.

A mudança da maternidade de Torres Vedras para as Caldas da Rainha veio libertar espaço que, após obras orçadas em cerca de 400 mil euros, permitem agora concentrar serviços.

Em 2013, a Pneumologia, com 37 profissionais, entre os quais 10 médicos, realizou 5.098 consultas e 4.878 meios complementares de diagnóstico e terapêutica e teve 445 utentes internados.

O Hospital do Barro foi a última unidade de internamento especializada em Portugal no internamento de doentes com tuberculose. Em 2008, deixou de receber doentes com tuberculose multirresistente, por falta de condições, depois de nesse ano ter sido visitado pelo enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose, o ex-Presidente da República Jorge Sampaio.

O CHO engloba os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche e abrange, além das populações destes concelhos, as de Óbidos, Bombarral, Cadaval, Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra, servindo mais de 292.500 pessoas.

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