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Até março, o grupo vai decidir a localização e o perfil assistencial do futuro hospital.

Esta terça-feira, dia 3 de janeiro, o Ministério da Saúde avançou que a antiga ministra da Saúde Ana Jorge vai coordenar um grupo de trabalho criado pelo Governo para decidir, até março, a localização e o perfil assistencial do futuro hospital do Oeste.

O grupo de trabalho visa “proceder a uma análise técnica com vista à decisão sobre a localização do futuro Hospital do Oeste e respetivo perfil funcional, bem como a calendarização, o modo de operacionalização e de financiamento da sua construção, desde a fase da preparação e lançamento de concurso até à edificação e equipamento do novo Hospital“.

De acordo com o Ministério da Saúde, a constituição do grupo de trabalho será publicada na próxima semana, num despacho que determina que o mesmo deverá apresentar uma proposta integrada até ao dia 31 de março, extinguindo-se após esta apresentação.

O despacho determina também que os elementos do grupo deverão “promover uma análise complementar e multidisciplinar da informação e dos dados existentes“, nomeadamente do estudo técnico solicitado pela OesteCim à Nova IMS – Nova Information Management School, cujos resultados foram apresentados a 21 de novembro de 2022.

O grupo pode ainda “proceder à consulta ou participação e audição de outras entidades, públicas e privadas, bem como de personalidades de reconhecido mérito, cujo contributo seja considerado relevante para a prossecução dos trabalhos“, pode ler-se no comunicado.

O novo hospital deverá substituir as atuais três unidades do CHO, os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, que têm como área de influência, além destes concelhos, os de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro), num total de cerca de 300 mil habitantes.

Os desafios reconhecidos na resposta assistencial hospitalar à população, a dispersão de cuidados por três instituições hospitalares, a distância geográfica que separa as diferentes unidades, os limites de reconversão de parte das atuais instalações e a reduzida capacidade de atração e gestão de recursos humanos tornam evidente a necessidade de construção de uma nova infraestrutura hospitalar que permita oferecer à população do Oeste e visitantes qualidade e segurança assistencial adequadas às novas e crescentes necessidades em saúde“, reconheceu o Ministério da Saúde.

O futuro Hospital do Oeste”permitirá potenciar a modernização e utilização de recursos, garantindo igualmente uma resposta articulada entre diferentes valências, o que contribuirá de uma forma decisiva para a melhoria dos cuidados de saúde assegurados pelo Serviço Nacional de Saúde nesta região do país”, concluiu o comunicado do Ministério.

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