Governo quer recuperar 150 mil hectares de floresta na próxima década
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O ministro da Agricultura disse hoje em Mação que o grande objetivo do Governo é “recuperar numa década 150 mil hectares de floresta perdidos nos últimos 15 anos”, aproveitando os instrumentos financeiros à disposição do país.

“Infelizmente fomos o único Estado-membro que perdeu floresta”, disse Capoulas Santos, que apontou para o objetivo de “recuperar 150 mil hectares de floresta na próxima década”, referindo ainda os “300 mil hectares de floresta que podem ser potenciados e que estão por aproveitar no nosso país”.

O ministro da Agricultura, que falava no âmbito da sessão comemorativa do Dia Internacional das Florestas, que hoje, dia 21 de março, se assinalou em Mação, disse que a visita a este município do distrito de Santarém “visa unicamente exemplificar que é isto que queremos fazer”, apontando para o exemplo do “aproveitamento da regeneração natural do pinheiro bravo, com o trabalho que envolve os municípios e as organizações de produtores florestais”, entre outros.

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, esteve em Mação com uma vasta comitiva ministerial, liderada pelo Primeiro-Ministro, António Costa, e em que o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, plantaram diversas árvores, entre azinheiras, medronheiros e carvalhos e assistiram a uma demonstração de boas práticas florestais desenvolvidas no município.

A sessão teve lugar no Alto da Caldeirinha, uma área intervencionada em povoamentos de regeneração natural de pinheiro bravo, tendo sido feita, pela Câmara Municipal de Mação, uma descrição técnica dos trabalhos que tem desenvolvido.

O conceito hoje apresentado ao Primeiro-Ministro consiste num projeto-piloto de gestão total de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), que assenta numa lógica de agregação de todas as pequenas parcelas de terreno e dos seus proprietários, tendo como objetivo estruturar e ordenar a floresta para criar riqueza e proteção contra os incêndios.

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Agência Lusa
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