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O vereador da Câmara de Mação, António Louro, disse à agência Lusa que a ideia assenta na “agregação de territórios de minifúndio com um mínimo de mil hectares, ganhando escala e estruturando empresarialmente o conceito de gestão do território, com a abertura a fundos de investimento e com solidez jurídica, respeitando a propriedade privada, e definindo racionalmente modelos de utilização agrícola e florestal dos espaços”.

Com 41 mil hectares de área, 122 lugares e aldeias onde residem cerca de 8.000 habitantes e 90% de mancha florestal, o cadastro territorial de Mação identifica mais de 20 mil proprietários de pequenas parcelas de terreno (minifúndio), com 0,7 hectares.

O ordenamento florestal é “uma das maiores preocupações” dos responsáveis autárquicos, face ao historial de grandes incêndios florestais, sublinhou António Louro.

Com o novo modelo, a gestão é única e assegurada pelos técnicos da Associação Florestal do Concelho de Mação (Aflomação) e da Câmara Municipal, além dos proprietários que contribuem com os terrenos e dos investidores que entram com o capital.

“Todos terão direito à sua quota-parte de uma riqueza que o território, devidamente ordenado e protegido, vai gerar”, defendeu o autarca, engenheiro florestal de formação, que hoje pediu ao primeiro-ministro que tivesse “a ousadia de elaborar um plano a candidatar ao plano Junker que pode alavancar 300 mil milhões de euros”.

Segundo o autarca, “os 500 milhões de euros da União Europeia, a dividir por sete anos, são insuficientes para a reforma que é necessário fazer nas florestas nacionais”.

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