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O Grémio Artístico Torreense celebra, durante este ano, o seu 125º aniversário. De portas abertas na Rua Álvaro Galrão, a associação continua a ser um dos pólos de expressão artística na cidade. “É com muito orgulho que consigo ainda festejar os 125 anos desta colectividade, que é a mais antiga de Torres Vedras. São já mais de 20 anos que estou à frente do Grémio e isso dá-me algum prazer” afirma José Elias, Presidente da Direcção, em conversa com o Torres Vedras Web.

“O Grémio nasceu através de trabalhadores e operários da zona, que se juntaram e resolveram criar uma associação, porque era importante reunir as pessoas” conta. Recuamos até 1891. Entre esses trabalhadores estava Eduardo Gonçalves Guerra, que assumiu o cargo de presidente da primeira comissão instaladora e com quem José Elias tem uma relação de parentesco. “Foi o impulsionador maior no sentido de se reunirem e de terem um sítio para o fazer” explica, enquanto revela que “uma das razões que me levou a aceitar ficar à frente do Grémio foi a sua origem.”

Fundar esta associação parece ter sido apenas o pontapé de saída para o desenvolvimento do movimento associativo torreense. “Foi aqui que nasceram as outras colectividades importantes, como a Física, os Bombeiros, o Torreense, a Tuna…” Grupos, associações e artistas parecem ter encontrado, nesta casa, o berço onde ganhariam asas para voar. Hugo Rendas, Susana Félix, Lisa Mara, Sílvia Filipe e Mónica Severino são alguns dos nomes que continuam a representar o Grémio fora de portas. “É uma história bastante rica. Houve muita gente que saiu e que conseguiu fazer carreira. Oxalá que continuem a ter sucesso.”

Grémio: "É com muito orgulho que consigo festejar os 125 anos desta colectividade" diz José Elias
José Elias na festa dos 125 anos do Grémio Artístico Torreense. Foto: GAT

Com história. E com futuro

Com mais de 500 associados aos dias de hoje, o Grémio Artístico Torreense continua a apresentar um leque de aulas que passa pelas danças de salão, pelas sevilhanas, pelo flamenco e pela expressão dramática.  As noites de fado continuam a ser presença assídua na agenda, assim como as tradicionais passagens de ano que fazem parte da história da cidade. Para isso, José Elias realça a importância da “aquisição das instalações, porque o Grémio era uma casa arrendada” e das “obras de transformação que lá fizemos”, em que se insere a cobertura do edifício. “Temos pena de não darmos melhores condições aos sócios, mas também não é fácil.”

As comemorações estendem-se até ao final do ano, com um dos pontos altos a acontecer no próximo Sábado. A Banda Xeques sobe ao palco do Grémio, pelas 22 horas, e o Presidente da Direcção não tem dúvidas. “Este espectáculo vai ser muito bom.” Segue-se a noite de Fado Vadio, a 4 de Novembro, e o Encontro de Coros do Concelho de Torres Vedras, a 18 e 19. “O encerramento vai ser um dia importante para nós, vamos juntar quase todos os que fizeram parte das nossas actividades há 125 anos” explica José Elias, sobre o evento agendado para 3 de Dezembro. “Vai ser um espectáculo bonito.”

Aos agradecimento a colegas – “porque sem eles eu não conseguia estar lá tanto tempo” -, colaboradores, sócios e público, juntam-se os desejos para o futuro. “O meu primeiro desejo é arranjar alguém que me substitua, porque está na altura” diz, entre risos. “Depois é tentar manter este tipo de actividade, manter as condições e, se possível, melhorá-las.”

 

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