Guimarães: para quando um casino na cidade berço?
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Aproveitamos a ocasião da chegada de um novo ano – e de uma nova década – para levantar uma questão há muito tempo atirada ao esquecimento: deve Guimarães pensar na projecção de um projecto de casino em 2020? Se a pergunta não levanta de imediato controvérsia, é porque há muito não se impõe, mas também porque ainda não foram garantidos investimentos reais quer por parte das entidades públicas, quer por parte de investidores privados. A ideia de construir um casino na cidade berço pode neste momento soar a algo inusitado, principalmente
quando vista de forma superficial; existem contingências mais importantes e urgentes no município que naturalmente
merecem a atenção prioritária das autoridades. Mas num momento em que a indústria do jogo tem sido útil não só para
gerar impostos como para atrair turistas, a tese em favor da criação de um casino 100% vimaranense parece tocar
alguns pontos importantes. Sem estabelecer à partida uma conclusão, decidimos expor aqueles que acreditamos
constituírem os melhores argumentos em favor do estabelecimento de um casino no “berço de Portugal”.

Expandir o turismo na cidade

Depois da torrente de turistas atraídos a Guimarães por acções públicas que incluíram a edificação do Multiusos de
Guimarães e a celebração da cidade como Capital Europeia da Cultura, o número de visitantes estrangeiros e originários
de outras localidades do país tem vindo a diminuir. Esta diminuição é naturalmente reflexo de uma quebra considerável
ao nível do investimento em infraestruturas e projectos de cariz cultural. Ainda assim, Guimarães é pelo seu património
histórico um dos mais promissores destinos turísticos do nosso país.
A edificação de um casino em Guimarães seria útil não só para estimular esta vantajosa pré-disposição, como para
ajudar a atrair novos turistas. Um casino vimaranense pode ajudar a renovar a vida nocturna da cidade, mas não só. Na
eventualidade de ser desenvolvido nos arredores do centro histórico (algo que nos parece altamente recomendável), o
casino de Guimarães podia contribuir para a expansão da área de interesse turístico do município, atraindo deste
modo novos visitantes a novas zonas da cidade. A edificação de um casino nos arredores do centro histórico criaria de
imediato emprego nos subúrbios de Guimarães, estimularia a economia descentralizada da cidade, e ofereceria novas
oportunidades económicas aos moradores e detentores de terreno, que veriam as suas propriedades imobiliárias
valorizar praticamente de imediato.

Aproveitar o timing

Existem boas razões para falar de um casino em Guimarães no virar da década. A indústria de jogos de fortuna e azar
tem vindo a passar por transformações quer em Portugal quer em toda a Europa. Ameaçados pelos novos serviços
digitais, os empresários do jogo territorial têm vindo a apresentar resultados abaixo da norma e a procurar novas
soluções ao nível dos serviços oferecidos. Cada vez mais o casino territorial existe no contexto de oferecer alternativas
aos habituais serviços de jogos de fortuna e azar, procurando estar acima de tudo em contacto directo com a
comunidade e com a cultura local, servindo ainda como espaço de espectáculos e concertos.
Mas o crescimento do casino online pode e deve ser encarado de forma positiva pelos responsáveis por casinos
territoriais. O Grupo Estoril-Sol, por exemplo, fez milhões em 2019 graças ao seu próprio sistema de casino e digital, e o
casino de Portugal da 888 tem desde a sua chegada ao nosso país contribuído de forma massiva para a criação de
eventos que não só contam com patrocínios astronómicos como celebram a parceria entre os casinos digitais e os
casinos territoriais. Mesmo que o “terreno” ainda esteja por alisar no que à segurança económica diz respeito, o período
de tumulto que actualmente se vive na indústria do jogo pode fornecer uma oportunidade única a qualquer investidor
ambicioso.

Ajudar a combater o jogo ilegal

Com o casino mais próximo situado fora do distrito, na Póvoa de Varzim, os jogadores vimaranenses procuram muitas
vezes soluções “alternativas” para satisfazer o seu apetite pelos jogos de fortuna e azar. Em 2018, quatro homens foram
detidos em Guimarães devido à exploração ilegal de jogos a dinheiro em pequenos casinos não-registados e não-
licenciados.
Estimular a edificação de um casino em Guimarães seria uma maneira fulcral de mobilizar estes jogadores para um
estabelecimento apropriado onde o seu apetite pelo jogo poderia ser alimentado de maneira legal e economicamente
rentável. Por sua vez, contribuiria ainda seguramente para a abolição de crimes e acções marginais complementares à
criação e manutenção de casinos ilegais, que podem muitas vezes dar origem a cenários de crime mais sérios e
perigosos.

Um casino à altura

Para finalizar, é importante referir que o projecto vimaranense de um casino não precisa necessariamente de passar
pela construção de um estabelecimento enorme que custe aos cidadãos (na eventualidade de uma contribuição pública)
ou investidores dezenas de milhões de euros. Em Grândola, por exemplo, o pequeno Casino de Tróia tem chegado e
sobrado para a população local e, apesar de oferecer um espaço limitado aos jogadores, garante condições ímpares de
jogo e um clima de grande conforto. Adicionalmente, refira-se que uma parceria com o Multiusos, que não tem sido
totalmente aproveitado, seria não só interessante como extremamente pertinente.

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