Habitantes da Encosta de S. Vicente voltaram a reunir-se em sessão participativa
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O edifício em construção do Centro de Artes e Criatividade (antigo Matadouro Municipal de Torres Vedras) acolheu este sábado, dia 16 de novembro, a terceira das sessões participativas dedicadas ao programa de regeneração urbana da Encosta de S. Vicente.

Dos 60 participantes na sessão, 39 eram moradores, tendo sido esses que deram o seu contributo na discussão em grupo focal, distribuídos por diferentes grupos, orientados por facilitadores e cofacilitadores.

Nessa discussão “a maioria dos participantes revelou concordar com os projetos do “Encosta” e acreditar no contributo dos mesmos na revitalização da zona norte da cidade de Torres Vedras, aguardando com expectativa a conclusão das obras”, revelou a Câmara Municipal de Torres Vedras em comunicado.

“Desta sessão pode-se fazer um balanço muito positivo, tendo em conta a participação ativa dos munícipes na mesma e o trabalho de proximidade realizado junto da população que “vive” efetivamente o território da Encosta de S. Vicente”, pode ler-se.

O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras deu as boas vindas aos cerca de 60 participantes nesta sessão, começando por destacar a importância do programa “Encosta” para a revitalização da zona norte da cidade de Torres Vedras. Depois de relembrar as dinâmicas de reabilitação urbana em Torres Vedras que tiveram início no centro histórico (“Torres ao Centro”), terminando no Choupal (“Pólis”), Carlos Bernardes aproveitou para relembrar a intenção da Câmara Municipal em criar um cluster criativo em torno do Centro de Artes e Criatividade, tendo o Carnaval como principal temática, sendo que o mesmo deverá envolver artistas locais, atraindo também novos investidores e associações carnavalescas, mas sempre com o foco na comunidade local. Realçou também a importância da implementação de soluções que promovam a mobilidade suave tendo como principais objetivos a mitigação das alterações climáticas e a melhoria da qualidade de vida dos torrienses. Terminou agradecendo a participação da comunidade nestas sessões, bem como saudando a iniciativa privada, que apresenta uma dinâmica bastante positiva no que respeita à reabilitação de edifícios para habitação própria ou para arrendamento, aproveitando um conjunto de benefícios fiscais existentes.

O vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Torres Vedras complementou a intervenção anterior, destacando a importância da comunidade no desenho do programa “Encosta” desde a sua primeira sessão participativa (em 2015). Bruno Ferreira concluiu agradecendo à população a sua compreensão relativamente aos constrangimentos provocados pelas obras, dando nota dos alertas lançados aos técnicos e empreiteiros das mesmas no sentido de mitigarem os constrangimentos e encontrarem soluções técnicas que melhorem as operações em curso.

Seguidamente o coordenador técnico do “Encosta”, André Baptista, efetuou um ponto de situação relativamente às 20 operações do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano) de Torres Vedras, revelando que 17 candidaturas estão já aprovadas. Destas 20 operações, 15 estão relacionadas com o programa “Encosta – Regeneração Urbana e Social da Encosta de S. Vicente”, sendo que três estão concluídas, duas estão em fase de conclusão, sete em fase de execução, uma em fase de concurso e duas em fase de apreciação pela CCDRC (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro). Concluiu destacando também a importância do envolvimento da comunidade respetiva ao longo de todo o processo do programa “Encosta”, pois só dessa forma foi possível criar um programa participativo e integrado.

Seguiu-se uma visita guiada às obras do Centro de Artes e Criatividade.

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