Hospitais do Oeste lançam concurso para voltarem a preparar quimioterapia
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O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) deverá lançar um concurso, no valor de 200 mil euros, no primeiro trimestre do ano, para voltar a preparar os tratamentos de quimioterapia nos seus hospitais, anunciou hoje a administração.

“Em termos de farmácia, a grande prioridade é resolver o problema dos ‘citotóxicos’, pelos problemas diários que nos causa esta solução”, afirmou a presidente do conselho de administração da instituição, Elsa Baião, à agência Lusa.

O CHO pretende lançar concurso, de cerca de 200 mil euros, para adquirir uma “câmara que permite preparar os medicamentos necessários para a quimioterapia”, disse.

Elsa Baião adiantou que já foi solicitada aprovação à Autoridade Nacional do Medicamento – Infarmed e “espera durante este primeiro trimestre lançar o concurso”.

A preparação dos tratamentos de quimioterapia está suspensa pelo Infarmed desde abril de 2016 nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, e desde maio de 2017 em Torres Vedras, distrito de Lisboa, na sequência de inspeções realizadas pela Autoridade Nacional do Medicamento.

Desde essa altura que, todos os dias, o Centro Hospitalar do Oeste desloca uma equipa para ir preparar a medicação ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

“É um grande transtorno, tanto para os profissionais, como para os doentes, porque a administração dos medicamentos é atrasada e só chega ao CHO por volta das 11:00, para além dos custos que implica”, explicou.

O novo equipamento ficará na farmácia de Torres Vedras, onde há “mais necessidades em termos de população”.

Apesar de haver centralização de alguns serviços, como no caso da preparação dos “citotóxicos”, a administradora do CHO esclareceu que vai continuar a existir farmácia em Torres Vedras e outra nas Caldas da Rainha.

“Com 176 camas de internamento em Torres Vedras e 123 nas Caldas é impensável não ter lá alguns serviços da farmácia a funcionar e centralizar tudo num único polo”, justificou.

O CHO tem um projeto, orçado em 1,7 milhões de euros, para retirar a farmácia de Caldas da Rainha de contentores, onde está instalada há 20 anos.

Em 2017, o Ministério da Saúde chegou a autorizar o investimento, mas o CHO está a “rever o projeto antigo, porque dificilmente consegue levá-lo para a frente com um valor tão elevado”, disse a administradora.

A farmácia vai ficar localizada fora do Hospital de Caldas da Rainha, mas a sua localização “ainda não está definida”.

Por ano, são ministradas mil sessões de quimioterapia na unidade de Torres Vedras e igual número em Caldas da Rainha.

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) serve uma população de cerca de 300 mil habitantes dos concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro).

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