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A presidente do conselho de administração do CHO adiantou que o projeto vai arrancar em junho, com 10 camas de hospitalização domiciliária, cinco das quais na área de influência do hospital de Torres Vedras.

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) prevê este ano colocar duas centenas de doentes em hospitalização domiciliária, projeto que vai arrancar em junho na região, disse hoje a presidente do conselho de administração da instituição.

O CHO estima que as duas equipas de apoio à hospitalização domiciliária, uma em Torres Vedras (distrito de Lisboa) e outra nas Caldas da Rainha (distrito de Leiria), possam tratar este ano uma centena de doentes cada uma, disse à agência Lusa Elsa Banza.

A presidente do conselho de administração do CHO adiantou que o projeto vai arrancar em junho, com 10 camas de hospitalização domiciliária, cinco das quais na área de influência do hospital de Torres Vedras e outras cinco na área do das Caldas da Rainha.

A responsável admitiu que o número de doentes a que o CHO vai chegar “é muito pouco” face aos mais de 13 mil doentes internados em 2008 nos dois hospitais, por isso espera em 2020 “alargar o projeto a pelo menos 10 camas em cada lado”.

A hospitalização domiciliária “é uma alternativa ao internamento hospitalar para doentes agudos que tenham condições sociais e clínicas para estarem no domicílio”, explicou Elsa Banza.

O projeto visa “contribuir para dar mais conforto a estes doentes, libertar camas hospitalares e reduzir o risco de complicações para estes doentes, como as infeções hospitalares”, acrescentou.

As camas de hospitalização domiciliária vão ficar a um máximo de 30 quilómetros e 30 minutos de distância em relação a cada hospital.

A opção pela hospitalização domiciliária exige o consentimento do doente e da respetiva família, bem como o cumprimento de um “conjunto de critérios clínicos, sociais e geográficos que permitam a sua hospitalização no domicílio, refere o despacho que determina a estratégia de implementação de Unidades de Hospitalização Domiciliária no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

As equipas de apoio vão ser multidisciplinares, integrando médicos, enfermeiros, uma assistente técnica, uma gestora, uma assistente social, uma farmacêutica, uma psicóloga e uma nutricionista.

A Caixa Agrícola de Torres Vedras ofereceu à instituição uma viatura para transportar a equipa de Torres Vedras, assim como 12 camas elétricas articuladas para apetrechar o serviço de Medicina B do hospital local, anunciou hoje o CHO.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e de Peniche e serve cerca de 300 mil habitantes daqueles três concelhos, assim como de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).

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