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Foi sob o sol intenso deste 25 de Abril que o Largo Dr. Justino Freire acolheu as largas centenas de torrienses que quiseram assistir à inauguração do novo espaço da Biblioteca Municipal de Torres Vedras. Carlos Bernardes, Presidente da Câmara, contou com a presença de Eduardo Cabrita, Ministro-Adjunto, e Carlos Miguel, Secretário de Estado das Autarquias Locais. “Um dia de manhã [o anterior Presidente da Câmara] chegou ao pé de nós e disse: tenho uma ideia para a futura biblioteca: ir para o espaço da antiga Moagem Clemente” conta Carlos Bernardes sobre a origem do projecto, avançada por Carlos Miguel. Esclarece que a equipa “não hesitou” e, por isso mesmo, cita Fernando Pessoa para lembrar que “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce.”

O líder do Executivo Municipal agradeceu “a toda a família Clemente, que desde a primeira hora anuiu a que pudéssemos encontrar sinergias para desenvolver este projecto”, e justificou a ausência de Dom Manuel Clemente devido às comemorações dos 800 anos da Ordem Franciscana em Alenquer. “Pediu-me para dar um abraço a todos vós.” Os agradecimentos estenderam-se ainda aos que “há 85 anos tiveram a oportunidade de, na pessoa de Rafael Salinas Calado, dar o primeiro passo para que houvesse uma Biblioteca em Torres Vedras.”

“Vamos ter, no futuro, uma nova centralidade e um novo projecto âncora para o nosso centro histórico” adiantou, esta tarde, Carlos Bernardes, que disse estarem “dois projectos de futuro” no horizonte. “No próximo dia 8 de Maio vamos proceder à abertura do concurso para a nova Biblioteca Municipal, que se irá localizar no Largo de Santiago”, um concurso internacional desenvolvido em parceria com a Ordem dos Arquitectos. O autarca manifestou ainda o desejo de que a Igreja de Santiago “possa vir a ser um espaço de referência e excelência na nossa cidade. Estamos a trabalhar para que assim seja.”

Nas palavras de Francisco Martins, Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães, “este sempre foi o coração de Torres Vedras, e como qualquer coração com alguma idade, precisa de ser ‘intervencionado'”, referindo ainda a “esperança de que este coração possa ser um ponto de encontro de gerações que amam a cidade.”

Inauguração da Biblioteca Municipal de Torres Vedras leva centenas de pessoas ao centro histórico da cidade
A inauguração contou com a presença de Laura Rodrigues, Vice-Presidente da CMTV, e de vereadores de diversos partidos.

Cerca de 58 mil utilizadores por ano usufruem dos serviços desta Biblioteca, cujo serviço educativo – que contempla 22 tipologias de actividades – chega a mais de 5500 pessoas. A inauguração integrou as comemorações do 42º aniversário do 25 de Abril e, por isso, a música de Zeca Afonso esteve sempre como pano de fundo. Às intervenções e ao descerrar da placa, seguiu-se uma visita ao novo equipamento que, como lembrou Carlos Bernardes, conta com um acervo de mais de 73 mil obras.

“Houve um toque dos seus arquitectos, que transformaram o edifício no seu interior em algo muito contemporâneo e muito agradável” aponta Carlos Miguel, que considera que este é um exemplo de que “o património abandonado pode ter novas funcionalidades e novos utilizadores.” O anterior Presidente da Autarquia torriense lembra que esta nova localização fará com que “as ruas e vielas do centro histórico sejam percorridas por cerca de 5000 pessoas por mês.”

Eduardo Cabrita, Ministro-Adjunto do Primeiro Ministro, lembrou que “não há melhor forma de assinalar o 25 de Abril do que o associarmos ao Poder Local democrático e à afirmação do papel da cultura na transformação da realidade.” Recordando que se celebram este ano os 40 anos das primeiras eleições democráticas, o Ministro socialista destacou que “também aqui em Torres Vedras, o Poder Local está muito associado àquilo que é a imagem desta cidade.”

Inauguração da Biblioteca Municipal de Torres Vedras leva centenas de pessoas ao centro histórico da cidade

A iniciativa contou com uma intervenção artística promovida pela Estufa – Plataforma Cultural, que brindou todos os curiosos visitantes que alcançaram o último piso do remodelado edifício. Cá fora, ao som do saxofone, arrancava um beberete que refrescou – e adocicou – o final de uma tarde de calor dedicada aos livros. Porque, tal como nas palavras de Francisco José Viegas que Carlos Bernardes fez questão de lembrar, “as bibliotecas acabam por ser a melhor escola da liberdade.”

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