publicidade

Duas das cinco instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do Patriarcado de Lisboa que foram alvo de buscas na quarta-feira anterior à Páscoa, por suspeitas de gestão fraudulenta por parte do padre Arsénio Isidoro, que as dirigiu até uns dias mais tarde, contabilizaram nos últimos anos dívidas de 800 mil euros em vários processos executivos intentados nos tribunais. Segundo a Polícia Judiciária, o padre, suspeito de crimes de peculato, terá desviado fundos das IPSS para comprar bens de luxo, incluindo um Porsche.

A acção de maior valor, que reivindicava o pagamento de 470 mil euros, foi intentada em Dezembro de 2011 contra o Centro Comunitário Paroquial da Ramada, uma paróquia de Odivelas onde o padre Arsénio esteve mais de uma década antes de ter assumido a responsabilidade pelas quatro igrejas de Torres Vedras. Mesmo depois de ter sido transferido para Torres Vedras, o padre manteve-se presidente daquele centro, um cargo que só abandonou já depois de ter sido constituído arguido pela PJ, uns dias antes da Páscoa.

A acção foi apresentada pela empresa Serunión — Restaurantes de Portugal, uma filial de um grupo internacional, especializado na confecção de refeições em escolas, hospitais e empresas. Segundo informação recolhida pelo PÚBLICO junto do Tribunal de Loures, a acção está actualmente arquivada. Tal aconteceu porque foi realizado um acordo de pagamento. A responsável financeira da Serunión, Margarida António, não soube informar o PÚBLICO se a dívida já se encontra liquidada, explicando que a empresa possuiu um departamento de recuperação de crédito ibérico, sediado em Espanha, que acompanha estes casos.

Podes ler a notícia completa no Público.

publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.