Joana Gama mostra o seu amor à obra de Satie no Teatro-Cine de Torres Vedras
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Trata-se de um concerto que acontece na sequência do lançamento do álbum SATIE.150 – uma edição apoiada pela Fundação GDA.

I Love Satie vai ser apresentado por Joana Gama no próximo dia 3 de maio, pelas 21h30, no Teatro-Cine de Torres Vedras.

Trata-se de um concerto que acontece na sequência do lançamento do álbum SATIE.150 – uma edição apoiada pela Fundação GDA, com o selo da Pianola Editores – por esta pianista, que aconteceu no culminar das celebrações, que decorreram em 2016, do 150.º aniversário do nascimento do compositor francês Erik Satie (1866-1925).

Joana Gama traz agora ao público um novo recital que segue a mesma ideia do que interpretou em 2016: intercalar a obra multifacetada de Satie com a de compositores que o seguiram na exploração do som sem constrangimentos estéticos ou formais. Neste novo recital, as obras de Erik Satie – que convocam ambientes solenes, melancólicos e até dançantes – convivem com as de Marco Franco, Federico Mompou, Morton Feldman, John Cage e Vítor Rua, num delicado jogo de afinidades.

O preço dos bilhetes para se assistir ao espetáculo I Love Satie no Teatro-Cine de Torres Vedras é de 5 euros.

Joana Gama (Braga,1983)

É uma pianista portuguesa que se desdobra em múltiplos projetos quer a solo, quer em colaborações nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música.

Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, na Royal Academy of Music (Londres) e na Escola Superior de Música de Lisboa. Em 2010, na classe de António Rosado, concluiu o Mestrado em Interpretação na Universidade de Évora, onde defendeu, em 2017, a tese de doutoramento Estudos Interpretativos sobre música portuguesa contemporânea para piano: o caso particular da música evocativa de elementos culturais portugueses também na Universidade de Évora, como bolseira da FCT.

No Prémio Jovens Músicos/Antena 2 (PJM) obteve o 1.º lugar na categoria de piano – nível superior (2008) e acompanhamento de piano (2005). Obteve ainda o 3.º lugar na categoria de música de câmara – nível superior (2004). Nesse âmbito tocou a solo com a Orquestra Gulbenkian no Concerto dos Laureados na Casa da Música e apresentou-se em recitais no Teatro São Luiz e na Casa da Música, tendo sido ainda solista com a Orquestra do Algarve.

Como pianista e performer, nos últimos anos, Joana tem estado envolvida em projetos que associam a música às áreas da dança – Danza Ricercata e 27 Ossos, de Tânia Carvalho; Trovoada, de Luís Guerra; Pele, de Miguel Moreira; Nocturno, em cocriação com Victor Hugo Pontes -, do teatro – Benny Hall, de Esticalimógama -, da fotografia e do vídeo – AntropiaLinha e terras interiores, de Eduardo Brito -, e do cinema – La Valse, de João Botelho; Incêndio, de  Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman; A Glória de fazer Cinema em Portugal, de Manuel Mozos; e Penúmbria, de Eduardo Brito.

No início de 2018 tocou Vexations de Erik Satie durante 14h na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Festival Pianomania!, tocou a solo no Panteão Nacional, no âmbito do Festival Rescaldo, e fez a 50.ª apresentação da peça Nocturno, na Ópera de Lille, no âmbito do Festival Big Bang.

Talvez por se ter iniciado na música e no ballet em simultâneo, Joana Gama convoca para o ato de tocar piano uma particular expressividade, como se a postura e os graciosos movimentos que aprendeu na dança lhe tivessem ficado marcados no corpo.

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Redação
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