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Carlos Bernardes é acusado de plágio na sua tese de Doutoramento em Turismo. Quem avança com a acusação é Jorge Ralha, em artigo de opinião publicado ontem no Jornal Badaladas. Professor aposentado e vereador independente pelo Partido Socialista (PS) até 2006, o torriense invoca que foi “com sincero interesse” que iniciou a leitura da dissertação, intitulada As Linhas de Torres Vedras. Um destino turístico estratégico para Portugal. “Como qualquer professor, comecei a introduzir frases do livro de Carlos Bernardes no Google e quase sempre me apareciam frases semelhantes, senão iguais e mais antigas (…)”

Das 200 páginas que compõem o corpo de trabalho, o ex-vereador afirma ter analisado 47 e fala num resultado “avassalador”, com uma “correspondência integral ou próxima de outras fontes” em cerca de 71% do texto. Além das referências encontradas na internet – e que apresenta em diversas tabelas comparativas e num extenso documento disponibilizado online -, Jorge Ralha escreve, ainda, que uma das “provas” aponta para um único plágio com base num texto escrito, que corresponde a uma publicação da Câmara Municipal de Torres Vedras de 2010, igualmente sob a chancela das Edições Colibri.

“Porém, o mais chocante é a atuação de Carlos Bernardes, sempre de sorriso aberto e cumprimento pronto, prometendo muito e falhando ainda mais, afinal, atraindo a uma cilada amigos, conhecidos, cidadãos e eleitores e até organismos autárquicos de concelho vizinho, beneficiando com isso.” As linhas antecedem um parágrafo onde ainda há espaço para escrever sobre a “reserva de empregos para amigos & associados” e a “conivência bem comportada da administração da PromoTorres”. Sobre a tese de Doutoramento, Jorge Ralha é peremptório. “Provavelmente, o trabalho de Carlos Bernardes não trará um único visitante às Linhas de Torres. Trará vergonha para o concelho e para os torrienses.”

O texto contempla críticas ao ensino superior português, defendendo que “lhe faltam quadros que garantam a credibilidade científica.” Também o Instituto Superior Politécnico do Oeste (ISPO) não escapa ao tom acusatório do artigo, que lembra as palestras de Carlos Bernardes naquele instituto torriense que pertence ao Grupo Lusófona. O Doutoramento de Carlos Bernardes foi desenvolvido no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa, sendo que foi na biblioteca da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) que o autarca diz ter consultado a bibliografia utilizada no estudo. A tese, que prevê a especialização em Gestão de Destinos e Produtos Turísticos, foi lançada em Outubro do ano passado.

Foto: Jornal Tornado

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