Lourinhã e Universidade Nova estabelecem acordo para investigação paleontológica
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O acordo “vai permitir desenvolver muito mais o conhecimento nesta área” da paleontologia e é “uma forma de colocar a Lourinhã no mundo”.

A Câmara e o Museu da Lourinhã estabeleceram hoje uma parceria com a Universidade Nova de Lisboa para desenvolver investigação científica paleontológica naquele que é dos mais ricos locais de achados de dinossauros em todo o mundo.

No âmbito desta parceria, aquele município do distrito de Lisboa cede instalações no primeiro piso do Mercado Municipal para que os cerca de dez investigadores a estudar os fósseis dos dinossauros encontrados no concelho tenham gabinetes de trabalho.

Ambas as instituições se mostraram interessadas em alargar a parceria.

O acordo “vai permitir desenvolver muito mais o conhecimento nesta área” da paleontologia e é “uma forma de colocar a Lourinhã no mundo”, disse na cerimónia Virgílio Machado, diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Ao criar condições, a autarquia quer “garantir que as descobertas não saiam do concelho para serem estudadas, tendo na Lourinhã investigadores conhecidos nacional e internacionalmente”, declarou o seu presidente, João Duarte Carvalho.

O autarca reconheceu que, por receber todos os anos investigadores, a Lourinhã “é referenciada em inúmeros estudos científicos”, fazendo com que o concelho seja conhecido a nível mundial pelo seu património paleontológico.

O acordo permite ao Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL), associação que gere o Museu local, “reforçar a colaboração que mantém há 20 anos” com aquela universidade, sublinhou a sua presidente, Lubélia Gonçalves.

Devido às instalações exíguas, o Museu da Lourinhã não possui espaço suficiente para os investigadores aí trabalharem. Ainda assim, pelo potencial das escavações paleontológicas e pela necessidade de estudar os achados, muitos têm escolhido os achados paleontológicos da Lourinhã como objeto das suas investigações.

Nas últimas décadas, os paleontólogos descobriram fósseis de dinossauros no concelho, que deram origem a novas espécies e que colocaram a Lourinhã na rota mundial da paleontologia, passando, a partir de 2003, a ser conhecida como a “Capital dos Dinossauros”.

Uma das descobertas mais importantes foi a do maior ninho de dinossauros com os mais antigos embriões até então encontrados.

Durante décadas, face à exiguidade do Museu da Lourinhã, autarcas e GEAL ambicionaram vir a ter um grande museu para expor todos os achados paleontológicos.

O sonho tornou-se realidade em 08 de fevereiro de 2018, com a inauguração do Parque dos Dinossauros da Lourinhã, um investimento de 3,5 milhões de euros de investidores alemães privados que já atraiu mais de 300 mil visitantes ao concelho.

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