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Milhar e meio de pessoas assistiram este ano aos concertos da Temporada Darcos, que encerra no sábado, com um espetáculo com o grupo Ensemble Darcos e com o quinteto de dança de Gonçalo Lobato, no teatro-cine de Torres Vedras.

O compositor Nuno Côrte-Real, que é o coordenador artístico da temporada que decorre em Torres Vedras, disse hoje à agência Lusa que os sete dos oito concertos deste ano tiveram na plateia cerca de 1500 espetadores, alguns dos quais contaram com lotação esgotada.

Segundo o músico, o número de espetadores é considerado positivo, tratando-se na maior parte de concertos de música de câmara, menos apreciados do que os que envolvem orquestras.

A temporada de 2015 “tem crescido muito e tem vindo a superar as anteriores, com várias casas cheias”, atingindo uma fase de consolidação, em que começa a fazer parte dos hábitos culturais não só dos residentes de Torres Vedras, como de fora do concelho.

A temporada encerra no sábado à noite, no teatro-cine de Torres Vedras, com o oitavo e último concerto intitulado “Do Coração e da Alma”, pelo grupo Ensemble Darcos, do qual faz parte Nuno Côrte-Real, acompanhado pela dança contemporânea do grupo Ilu, do coreógrafo Gonçalo Lobato.

“Na primeira parte, vai ser tocado um quinteto de Schumann para piano, violoncelo, [dois] violino[s] e viola e, na segunda parte, será tocado o quarteto de cordas de Ravel, com uma coreografia criada para este efeito pelo Gonçalo Lobato”, descreveu Nuno Côrte-Real.

O Ensemble Darcos foi criado em 2002 pelo compositor Nuno Côrte-Real que, desde 2006, tem residência artística em Torres Vedras.

Ainda sem o programa para 2016, Nuno Côrte-Real adiantou que a temporada, que se realiza desde 2008, vai ter a participação do pianista António Rosado, da Real Filarmonia da Galiza, da Orquestra de Granada e vai homenagear, logo no início do ano, o maestro António Victorino d’Almeida, pelos seus 75 anos.

Pela temporada deste ano, passaram os pianistas Artur Pizarro e Adriano Jordão, acompanhados respetivamente pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e pela Orquestra do Norte.

A 05 de abril, foi apresentada a ópera “Banksters”, de Nuno Côrte-Real, com libreto de Vasco Graça Moura, a partir da peça “Jacob e o Anjo”, de José Régio.

A 24 de maio, Nuno Côrte-Real lançou o projeto “Lagarto Pintado”, baseado no “Cancioneiro infantil”, com a participação de centenas de crianças das escolas básicas de Torres Vedras.

Nuno Côrte-Real é regularmente interpretado pela Royal Scottish Academy Brass, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble e a OrchestrUtópica, entre outras formações, além de solistas e maestros como Stefan Asbury, Kaasper de Roo, Cristoph Konig, Paul Crossley, John Wallace, David Alan Miller, Mats Lidstrom, Paulo Lourenço e Cesário Costa.

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