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O tribunal de Loures condenou, ontem, a seis anos de prisão um militar da GNR do Destacamento de Trânsito de Torres Vedras até aqui acusado de ter perdoado multas a troco de dinheiro e de géneros alimentares.

Este militar era o comandante de patrulha, e com ele estavam acusados outros dois do mesmo destacamento, que foram absolvidos, pois não foi provado o seu envolvimento.

Os três militares, um soldado (comandante patrulha) e dois cabos, eram indiciados por crimes de corrupção passiva, alegadamente ocorridos no ano de 2013, entre maio e novembro.

Os militares durante este período abordavam os condutores que incorriam em infracções rodoviárias, propondo em troca de quantias monetárias ou de outras vantagens patrimoniais em género, carne ou peixe, prometendo não elaborar os respectivos autos de contra ordenação.

O despacho refere ainda que a abordagem aos condutores era feita no local e posteriormente via contacto telefónico, sempre pelo comandante de patrulha.

Na leitura do acórdão sem a presença do comandante da patrulha, o presidente do colectivo de juízes afirmou que a conduta do mesmo foi “muito grave”, justificando a aplicação de uma pena de seis anos de prisão.

Além dos militares da GNR, responderam também em tribunal três civis acusados de corrupção activa, por aceitarem a proposta de suborno apresentada pelos três guardas e terem visto, consequentemente, as suas multas perdoadas.

Aos civis, o tribunal aplicou pena suspensa de prisão.

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