Ministério da Saúde assegura urgência pediátrica em Torres Vedras
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O Ministério da Saúde garantiu ontem à administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) e à câmara de Torres Vedras que a urgência pediátrica do hospital desta cidade é para manter sempre aberta, anunciou o presidente da câmara.

“Essa garantia foi totalmente dada” pelo secretário de Estado da Saúde, António Sales, na reunião mantida hoje no Ministério da Saúde, frisou o presidente da câmara de Torres Vedras, Carlos Bernardes.

O autarca falava numa conferência de imprensa que deu ontem à tarde, juntamente com a administradora do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Elsa Baião.

Na conferência de imprensa, município e CHO anunciaram que, após sensibilização dos pediatras para a causa, foi conseguido completar a escala para este mês, resolvendo-se o problema da falta de pediatras a curto prazo.

Os responsáveis anunciaram também que a tutela autorizou a abertura de quadro vagas para pediatras, no próximo concurso a ser lançado em abril, o que permite ter uma “solução sólida” a longo prazo, capaz de manter aberto o serviço.

“São suficientes para assegurar o serviço, ainda que pontualmente tenhamos de recorrer à prestação de serviços”, afirmou Elsa Baião, presidente do conselho de administração do CHO.

Autarquia, CHO e Ministério da Saúde estão também a trabalhar num protocolo, a ser assinado “o mais rapidamente possível”, destinado a melhorar instalações, equipamentos e diversos serviços hospitalares.

“Há um pleno consenso para melhorar a prestação de serviços hospitalares em Torres Vedras para melhor servirmos as populações”, disse o autarca.

Sem detalhar o protocolo, por estar a ser elaborado, Carlos Bernardes adiantou que as propostas efetuadas à tutela “foram na generalidade aceites”, especificando que uma delas passa pela “possibilidade de voltar a haver internamento pediátrico” em Torres Vedras.

A urgência pediátrica de Torres Vedras do CHO encerrou pela primeira vez entre as 21:00 de terça-feira e as 09:00 de hoje.

“Os clínicos gerais “não quiseram assumir o serviço por falta de condições”,uma vez que não estava qualquer pediatra nesse turno, justificou a administradora hospitalar.

O encerramento da urgência pediátrica de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, “nunca foi uma hipótese [para esta administração], tendo em conta que, em 2019, atendeu 21 mil casos, serve uma região com 35 mil crianças e jovens e Torres Vedras dista 40 quilómetros quer de Lisboa, quer da unidade de Caldas da Rainha”, no distrito de Leiria, sublinhou Elsa Baião.

No dia 31 de dezembro e entre as 21:00 de quinta-feira e as 09:00 de sábado, a urgência pediátrica funcionou sem pediatra, desrespeitando as regras impostas pela Ordem dos Médicos.

Os doentes que necessitaram desta especialidade foram transferidos para as Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

A administradora afirmou que os casos que foram reencaminhados já o seriam mesmo com a urgência a funcionar em pleno, uma vez que obrigavam a internamento.

No sábado, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, questionada se o reencaminhamento de doentes para as Caldas da Rainha é para resolver ou é definitivo, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que o assunto está a ser “trabalhado entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a administração do CHO”, admitindo que “a resposta estará sempre dependente do número de pediatras”.

“A afluência que regista a unidade de Torres Vedras leva-nos a refletir sobre a solução mais definitiva”, acrescentou.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche e serve cerca de 300 mil habitantes daqueles três concelhos, assim como de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).

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