Ministério Público identificou 40 plágios no doutoramento do presidente de Torres Vedras
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O Ministério Público encontrou 40 plágios na tese de doutoramento do presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, avança o jornal Público.

O Ministério Público encontrou 40 plágios na tese de doutoramento do presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, avança o jornal Público.

De acordo com o mesmo jornal, entre o material copiado encontra-se um texto de um dos orientadores da tese académica, Carlos Guardado da Silva, que trabalhou na autarquia torriense durante duas décadas e já garantiu publicamente não ter existido plágio nenhum.

Carlos Guardado da Silva era também um dos sete membros do júri que aprovou a tese do socialista dedicada às linhas de Torres Vedras como destino turístico estratégico para Portugal.

Questionado pelo jornal Público – “como foi possível não perceber que o seu orientando o havia plagiado?”- o orientador Guardado da Silva recusou dar explicações.

Carlos Bernardes foi constituído arguido num processo de contrafacção, definido, no Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, como um crime cometido por quem utilizar “obra, prestação de artista, fonograma, videograma ou emissão de radiodifusão que seja mera reprodução total ou parcial de obra ou prestação alheia, divulgada ou não divulgada”.

Na nota de acusação publicada pelo Ministério Público é revelado que “esta tese de doutoramento foi criada a partir de textos publicados ou divulgados em data anterior e de outros autores”, sendo que o autarca “introduziu ligeiras modificações como alterações para conformação com o novo acordo ortográfico, substituição de palavras por sinónimos, substituição de verbos por expressões nominais, alterações de géneros gramaticais de palavras ou substituições de verbos, alteração da ordem das palavras e supressões de partes dos textos originais, que o arguido utilizou como se fossem próprios [do arguido] e da sua exclusiva lavra”.

O advogado de Carlos Bernardes, Fernando Pratas, insiste em que tudo não passa de perseguição política de rivais do seu cliente e que “nada deste processo deve implicar o mandato autárquico”, acrescenta.

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