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O ministro da Saúde mostrou hoje disponibilidade para reunir com os autarcas sobre a necessidade de construção de um novo hospital para o Centro Hospitalar do Oeste (CHO), por ser uma prioridade na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Adalberto Campos Fernandes, em declarações aos jornalistas, mostrou abertura para se sentar à mesa com os autarcas do Oeste, não fazendo, no entanto, promessas, uma vez que, “num quadro de restrição financeira, é necessário definir prioridades”.

Ainda assim, admitiu que “o Oeste é uma prioridade, assim como tudo o que está à volta da Grande Lisboa” e disse que é “incompreensível que, a 50 quilómetros de Lisboa, existam as dificuldades que existem”.

Durante o seu discurso, o presidente da Câmara de Torres Vedras, Carlos Bernardes (PS), afirmou que, na reunião de quinta-feira do conselho executivo, a Comunidade Intermunicipal do Oeste decidiu pedir ao governante uma reunião a propósito da construção de novas instalações.

O ministro, hoje, falava à margem da inauguração da Unidade de Saúde Familiar Santa Cruz, na Silveira, freguesia de Torres Vedras.

Além do hospital de Peniche, com uma urgência básica, o CHO possui dois hospitais, um em Caldas da Rainha e outro em Torres Vedras, ambos com urgências médico-cirúrgicas.

Ambos têm problemas de espaço e não têm possibilidades de expansão das suas instalações, além de o de Torres Vedras funcionar em instalações da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

O CHO serve hoje 293 mil habitantes dos concelhos do Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche, Torres Vedras e parte de Alcobaça e de Mafra.

A USF Santa Cruz, composta por quatro médicos e quatro enfermeiros, é a primeira a ser criada no concelho de Torres Vedras fora da cidade e abrange cerca de nove mil utentes das extensões de saúde da Silveira (sete mil utentes) e da Ponte do Rol (1.500).

Em ambas as unidades não existe falta de médicos, depois de em setembro terem sido colocados três profissionais na Silveira, já a pensar na criação da USF.

Contudo, face ao aumento sucessivo de utentes no litoral do concelho, o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul espera vir a colocar no futuro um outro médico, uma vez que um dos quatro tem menos horas de consulta disponíveis por estar também a coordenar o internado de médicos recém-licenciados.

Esta USF representa cerca de 12% dos utentes de todo o concelho, cerca de 70 mil dos 80 mil habitantes existentes, de acordo com os últimos Censos.

A USF junta-se a outras sete existentes no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Sul, que serve cerca de 197 mil utentes dos concelhos do Cadaval, Lourinhã, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, dos quais cerca de 48 mil estão sem médico de família, disse o diretor do ACES.

Nesse sentido, precisa de mais 20 médicos e 40 enfermeiros, que pretende colocar nos próximos anos, para poder criar outras USF na Lourinhã, A-dos-Cunhados e Maceira, Ventosa, São Pedro da Cadeira, Freiria, no concelho de Torres Vedras, e Mafra.

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