Misericórdia e privados investem 20ME em Campus da Saúde em Arruda dos Vinhos
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A Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos e um grupo privado ligado à saúde estimam investir 20 milhões de euros na construção de um Campus da Saúde na vila do distrito de Lisboa, disse hoje o provedor.

Carlos Lourenço afirmou à agência Lusa que se trata de um investimento orçado em 20 milhões de euros e que vai criar uma centena de postos de trabalho diretos, sem, contudo, anunciar o nome do parceiro privado.

O Campus da Saúde, a construir em terrenos da Santa Casa da Misericórdia junto ao seu antigo hospital, vai ter consultas de especialidade programadas, meios complementares de diagnóstico, hospital de dia, internamento hospitalar com 16 camas, bloco operatório e atendimento complementar.

“Há necessidade porque o concelho e a região estão a crescer, há essa falta de serviços em Arruda dos Vinhos e nos concelhos limítrofes, cuja população tem de se deslocar a Torres Vedras, Vila Franca de Xira ou Lisboa”, justificou.

O projeto prevê também uma unidade de cuidados continuados, com 80 camas.

“Hoje temos uma rede de cuidados continuados com 30 camas, mas não chegam”, acrescentou o provedor.

Os dois promotores apresentaram este mês um pedido de informação prévia à Câmara Municipal com o intuito de verem a viabilidade do projeto, confirmou o presidente da autarquia, André Rijo, à agência Lusa.

Uma vez que o projeto não respeitaria as regras do Plano Diretor Municipal (PDM), ao prever um edifício de quatro pisos para aquela zona, o autarca decidiu levar à reunião de segunda-feira do executivo municipal uma proposta para suspensão parcial do PDM e outra de interesse público ao projeto, que foram aprovadas por unanimidade.

“É um projeto absolutamente estratégico, vital e interessante para o concelho”, justificou André Rijo, que disse estar “ao lado da Misericórdia” para a concretização do investimento.

“A concretizar-se, poderá representar um ganho extraordinário para a saúde do concelho e na atração de profissionais qualificados”, sublinhou.

Contudo, disse que “alguns dos impactos vão ter de ser minimizados” no projeto.

Na proposta de interesse público, a que a Lusa teve acesso, a autarquia refere que a populaça de Arruda dos Vinhos tem vindo a crescer e não existe uma oferta local a nível de saúde estruturada e com capacidade diferenciada, nomeadamente na área da cirurgia, atendimento permanente e de meios complementares de diagnóstico”.

As duas propostas vão ser submetidas à Assembleia Municipal, que deverá reunir-se no dia 30, e depois à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT).

Até junho de 2021, os promotores estimam submeter o projeto de arquitetura à aprovação da câmara, se a suspensão parcial do PDM for aprovada pela CCDRLVT, para, após aprovação iniciar a construção, cujo prazo de execução é de um ano e meio.

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