Moscas volantes na visão
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Andam por aí moscas volantes na visão

Artigo de opinião de Luís Góis das Óticas-OCT

Uma queixa relativamente comum no público normalmente acima dos 50 anos é que veem uma “manchinha” que não conseguem explicar, que acompanha o movimento do olhar e normalmente mais vincada quando observada sobre um fundo branco.

As expressões mais comuns são: “parece uma mosquinha” ou “parece uma teia” ou ainda “parecem uns tracinhos”.

Este sintoma não deve ser subestimado mas é, felizmente, muitas vezes benigno.

Mas afinal o que são as “moscas volantes” na visão?

Termo comumente usado, são normalmente consequência de partículas em suspensão na parte mais interior do olho, que acabam por provocar uma sombra sobre a retina, tecido nervoso onde se forma a imagem.

Se imaginarmos o nosso olho como um Globo, e também daí a expressão Globo Ocular, temos o seu interior preenchido por um Gel, o Humor Vítreo.

Esse Gel é maioritariamente constituído por água mas também por outros elementos como fibras microscópicas.

Por estranho que pareça, ao longo da vida esse gel não se renova e, como em tudo no nosso corpo, sofre transformações.

Uma alteração na organização dessas fibras microscópicas pode fazer com que se tornem menos transparentes e daí provocarem as tais sombras. Mas podem existir outras razões.

Como anteriormente afirmei, normalmente trata-se de algo benigno. Sabemos que no início do seu surgimento são desconfortáveis mas, inteligente como o nosso cérebro é, acabamos por nos adaptar a elas, apesar de não desaparecerem. 

Condições onde as “moscas volantes” se podem tornar mais percetíveis.

A alta luminosidade, em dias mais ensolarados, com consequente contração pupilar, tornam-nas mais fáceis de visualizar. A ansiedade, porque nos torna mais sensíveis a modificações do corpo, são também um cenário onde se tornam mais evidentes. A luz branca do computador é ainda uma condição altamente favorável para se visualizar estas pequenas manchas nos olhos. Mas é importante não confundir estes episódios com a evolução da situação.

Diagnóstico e forma de tratamento

Quando surgem os primeiros sintomas é fundamental que o diagnóstico seja feito por um médico oftalmologista. Podem existir diversas causas para o seu surgimento e algumas delas, apesar de menos comuns, podem ser graves e o seu tratamento não deve ser adiado.

Enquanto Profissional dos Cuidados Primários de Saúde Visual, lido diversas vezes com pacientes, com quadros benignos, em que o diagnóstico já foi anteriormente feito. Frequentemente expressam alguma frustração por, aparentemente, terem desvalorizado a situação.

Explico sempre que não se trata de desvalorização mas de algo que sobre o qual não há realmente muito a fazer a não ser acompanhar a sua evolução. Tranquilidade e Paciência costumam ser os melhores “remédios”.

Em resumo, “Moscas Volantes” é um quadro que deve ser diagnosticado por um médico oftalmologista, normalmente benigno (mas nem sempre), devidamente acompanhada a sua evolução e lidado como uma condição à qual nos devemos adaptar no dia a dia.

Em qualquer dos casos, a prevenção é sempre a melhor solução e para prevenir qualquer anormalidade que possa surgir nos seus olhos, o ideal é realizar com regularidade um rastreio visual que, caso não exista nenhuma recomendação, uma visita anual ao seu especialista da visão será suficiente.

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