MP pede 15 anos de prisão para idoso que matou genro em Torres Vedras
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O idoso disse ao coletivo de juízes que foi o “desespero” que o motivou a assassinar o genro.

O Ministério Público (MP) pediu hoje uma pena de prisão de 15 anos para um homem de 89 anos que está acusado de ter matado o genro em Torres Vedras, depois de alegadamente ter sofrido de violência doméstica.

Em causa está o homicídio de um homem de 60 anos, perpetrado pelo sogro deste, um idoso de 89 anos, em julho de 2018 na localidade de Furadouro, concelho de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Segundo refere a acusação, a que agência Lusa teve acesso, a vítima foi morta por dois tiros de caçadeira, que a “atingiram no punho direito e no peito do lado direito”.

A acusação diz ainda que o relacionamento entre o genro e o arguido e a mulher deste, que se encontrava acamada por padecer de doença oncológica em fase terminal, “era pautado de grande agressividade verbal e mesmo física”.

O caso começou a ser julgado esta tarde no Tribunal da Comarca de Lisboa Norte, tendo-se realizado também as alegações finais, uma vez que o arguido confessou o crime.

O idoso, que se encontra em prisão preventiva no estabelecimento prisional junto à Polícia Judiciária de Lisboa, disse ao coletivo de juízes que foi o “desespero” que o motivou a assassinar o genro.

O arguido, que assegurou estar arrependido, contou que tanto ele como a mulher, entretanto falecida, foram várias vezes insultados, ameaçados e agredidos pelo genro.

Na casa onde habitavam e onde ocorreu o homicídio vivia também o neto do arguido e filho da vítima que, segundo assegurou o idoso, nunca assistiu a nenhuma discussão.

O neto do arguido era uma das testemunhas previstas para prestar depoimento, mas optou por não o fazer e teve de receber assistência médica, devido a uma indisposição, motivada pela emoção.

Na sessão foram ouvidos um sobrinho e a mulher deste, que confirmaram que a relação entre sogro e genro era tensa.

Nas alegações finais, o MP pediu uma pena de prisão entre os 14 e os 15 anos, referindo que durante julgamento não foi apresentada prova que permitisse a desqualificação do crime.

O idoso está acusado de homicídio qualificado.

Por seu turno, no final da sessão e em declarações aos jornalistas, o advogado do arguido, José Castelo Filipe, considerou que a pena pedida pelo MP é “extremamente exagerada” e defendeu que dada a idade do seu cliente “a pena deveria ser mais baixa e cumprida fora de um estabelecimento prisional”.

A leitura do acórdão está agendada para o dia 06 de março, pelas 14:00, no Tribunal da Comarca de Lisboa Norte.

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