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Torres Vedras foi entre os dias 27 e 30 de agosto de novo invadida. A recriação do quotidiano da época da construção das Linhas de Torres Vedras foi o cenário de fundo desse acontecimento – o Festival Novas Invasões -, pelo qual passaram cerca de 16 mil pessoas.

Nesse âmbito realizou-se um Mercado Oitocentista, nos largos de S. Pedro e de Wellington, que registou uma forte afluência de público (cerca de 9 mil visitantes), onde tiveram oportunidade de assistir a várias recriações, como cortejos, bailias, arruadas e zaragatas nas tabernas.

O Castelo teve também lugar de destaque no evento com um programa de animação dirigido a variados públicos do qual constou diversas atividades, nomeadamente um acampamento militar, um “assalto ao Castelo”, “Jantares com História”, demonstrações do sistema telegráfico português e espetáculos de malabares de fogo. Para os mais novos, o serviço educativo levado a cabo deu a conhecer aspetos relacionados com a Guerra Peninsular, sobretudo o equipamento dos soldados, o funcionamento do sistema de comunicações e ainda armamento militar com destaque para os canhões. De referir que este serviço contou com cerca de 500 participantes.

As Novas Invasões constituíram-se como um convite a torrienses e visitantes para passearem pelo centro histórico de Torres Vedras, viverem a história local, visitarem o património do mesmo e subirem ao alto da cidade, desfrutando do Castelo, monumento que alberga hoje um centro de interpretação e que, durante os dias do festival foi visitado por cerca de 2100 pessoas.

Integrado ainda no programa deste, foram dinamizadas algumas atividades por parceiros da Rota Histórica das Linhas de Torres nomeadamente: passeios de jipe UMM com visita aos fortes da Serra da Archeira e da Serra do Socorro pela Rotas do Oeste; visitas ao centro histórico de Torres Vedras promovidas pela Your Cultural Escape; e passeios em charrete dinamizados pela Pódio d’Aventura.

A “Bucha c’um Caneco” também “invadiu” o Mercado Oitocentista, tendo a mesma consistido na venda de um kit que incluía um caneco, o qual poderia ser utilizado nas tabernas, e ainda uma bucha confecionada por 5 associações participantes. No final do evento venderam-se cerca de 500 kits.

Mas não só de antigas invasões foi feita a primeira edição do Festival Novas Invasões. Também invasores modernos e futuristas se apresentaram no mesmo, especialmente em concertos: Los Negros, Blasted Mechanism, Lavoisier, Fernando Milagros e Patrick Wolf invadiram o Parque da Horta Nova com a sua música. A arte moderna esteve ainda presente no evento com as performances “Transports Exceptionelles” (da companhia francesa CIE. BEAU GESTE) e “Passagem” (da autoria dos portugueses PIA), no Largo de Santo António.

Neste primeiro Novas Invasões foi escolhido como país “invasor” o Chile, o qual esteve representado por Fernando Milagros com o referido concerto no Parque da Horta Nova e um jantar chileno promovido pelo hotel Dolce Campo Real onde este músico também atuou.

De referir que nos concertos deste festival contabilizaram-se cerca de 2500 presenças.

Dentro em breve Torres Vedras será de novo “invadida”. Até lá deixe-se evadir sempre por boas invasões…

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