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“Torres Vedras a 10 anos” é o nome da plataforma apresentada pelo Partido Social Democrata (PSD) de Torres Vedras, com vista à preparação das Eleições Autárquicas de 2017. O Torres Vedras Web conversou com Marco Claudino, Presidente da Comissão Política do PSD local, e com Rita Sammer, Coordenadora-Geral dos grupos de trabalho que integram o projecto.

“O grande objectivo do PSD é vencer as Eleições Autárquicas de 2017. E esse não é um objectivo final, é instrumental para aquele que é o grande objectivo do partido: implementar as suas políticas no concelho.” Marco Claudino é bastante claro quanto ao que move o partido ao apresentar a plataforma “Torres Vedras a 10 anos.” E sublinha que as políticas de que os sociais-democratas falam são “mais modernas, para o século XXI, que consigam desenvolver o concelho.”

Para isso, o líder do PSD e membro da Assembleia Municipal de Torres Vedras refere que é necessário “reflectir, discutir e planear com antecedência, e é isso que estamos a fazer com os grupos de trabalho.” Rita Sammer assume a coordenação geral desta plataforma, enquanto cada grupo de trabalho está entregue a um coordenador sectorial. “Não pude dizer ‘não’ por um conjunto vasto de razões, mas a razão principal tem a ver com as pessoas que integram este trabalho” assume a Directora do Agrupamento de Escolas Madeira Torres.

Pensar “fora da caixa”

O grupo de personalidades que dá a cara pelos sectores conta tanto com militantes como com não-militantes do PSD, e o partido ressalva o facto de não constar da lista nenhum membro da Comissão Política local. “É preciso alguma coragem, principalmente numa terra como Torres Vedras, para que as pessoas se envolvam num projecto partidário quando não são militantes. E foi muito entusiasmante perceber que havia esta vontade de participar” assume Rita Sammer, que vê o seu papel, nesta fase, “ainda com muito pouco impacto. O que se pretende é que, cada coordenador sectorial trabalhe com absoluta autonomia, que convide e consulte quem e o que entender.”

Desta forma, os grupos – que passam por áreas tão distintas como Actividade Económica e Empreendedorismo, Associativismo, Desenvolvimento Social e Juventude – irão apresentar “um conjunto de propostas que espelhem e materializem o sentir destas pessoas sobre aquilo que deve ser implementado em Torres Vedras.” Rita Sammer sublinha que o desafio passa por “pensar ‘fora da caixa’, de acordo com aquilo que são as convicções de cada um e a visão que têm de e para Torres Vedras.”

“Foi gratificante podermos contar com a resposta afirmativa destas pessoas. Acredito que vão colocar, naquilo que serão as suas posições e pensamentos, muita daquela que é a sua experiência profissional e as suas actividades” garante, por seu turno, o líder social-democrata. Gonçalo Patrocínio, Presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, Gustavo Duarte, gerente dos Transportes Paulo Duarte e Presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, e o arquitecto António João Bastos são algumas das personalidades da sociedade torriense que integram a plataforma “Torres Vedras a 10 anos.”

"O grande objectivo do PSD é vencer as Autárquicas de 2017" garantem Marco Claudino e Rita Sammer
Francisco Sá Carneiro, fundador e líder do PPD/PSD e Primeiro Ministro em 1980, em destaque na sede dos sociais-democratas torrienses.

“É um papel cívico, de comunidade, porque a política não se faz só de partidos.” Como tal, garante que as máquinas partidárias “têm de ter esta capacidade de abertura à sociedade civil e a outro pensamento” porque, afinal, sublinha Marco Claudino, “é para as pessoas e para a comunidade que trabalhamos.”

Integrar elementos que estão afastados da estrutura partidária é visto como uma mais-valia neste caminho rumo às próximas Eleições Autárquicas. “As pessoas continuam a pensar de uma forma mais divergente, ampla e aberta. No fundo, de uma forma mais política e menos partidária” sublinha Rita Sammer. “Garantimos que não há ‘contaminação'”. Recuamos até 2001, quando Pistacchini Calhau foi o candidato do PSD à liderança da autarquia torriense, para lembrar que houve um “certo ensaio deste modelo”, com a publicação de brochuras que retratavam temas estratégicos para Torres Vedras.

Depois da discussão feita e das propostas elaboradas, os grupos de trabalho entregam os documentos a Rita Sammer no final do terceiro trimestre do ano, para que se possam “harmonizar” ideias e “limar arestas”. A partir de Novembro há que “discutir essas ideias e preparar o programa que será apresentado à população”, já no seio do PSD, explica Marco Claudino. “Não há nenhuma tentativa de fugir às responsabilidades” ressalva, sublinhando que o Programa Eleitoral sairá das mãos da Comissão Política.

O futuro

Porquê 10 anos? “Podia ser como o Partido Socialista, que muda a meio do mandato (risos). Aqui o objectivo é de dois, três mandatos. 10 é, simbolicamente, o pensamento para uma década” assume Marco Claudino, que define que aquilo que o PSD pretende é “mostrar o que queremos, ao que vimos, e que possamos com um programa bem definido implementar o que nunca Torres Vedras conseguiu ver: uma política do PSD no concelho.”

“Pensar ‘Torres Vedras a 10 anos’ é ter noção que em cada ano tenho de revisitar aquilo que estou a pensar” esclarece Rita Sammer. “É impossível definir o que é Torres Vedras daqui a 10 anos, por isso podemos definir uma estratégia para que, em cada ano, se reflicta sobre o que vem a seguir e se tenha uma forma de corrigir e incorporar o que é necessário fazer.” Na opinião de Sammer, que já foi Vereadora do PSD na Câmara Municipal de Torres Vedras (CMTV), “é esta forma diferente de ver a política que Torres Vedras precisa.”

Quanto ao nome do candidato à presidência da CMTV, garantem que ainda não é tempo de se falar sobre o assunto. “Antes de discutir o que quer que seja a nível de candidatos, queremos ter um projecto alternativo, em que as pessoas acreditem e que possam sufragar com o seu voto.”

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