O Santa Cruz Ocean Spirit powered by Tetley amanheceu hoje com a chamada para o Ocean Spirit World Waveski Surfing Titles, campeonato mundial que decorre até dia 24 de julho, em Santa Cruz, Torres Vedras. Com dois palanques, a prova arrancou com o round 1, dos top 32, mais a Norte, na Praia do Mirante, e o round 1 de Qualifying mais a Sul, na Praia do Centro. Durante o dia de hoje ficaram completos os rounds 2 e 3 do Open, e os rounds 2 e 3 do Qualifying, e o round 1 da prova Feminina.

Desde 2011 que Santa Cruz não recebia esta prova do mundial de waveski, sendo que a única etapa que se realizou desde então foi em Durban, na África do Sul, em 2014. A competição que está assim de volta a Santa Cruz acolhe mais de 90 atletas de 14 países e que estão a disputar as seguintes categorias: Open Masculino e Feminino; Cadetes (13 aos 16 anos); Juniores (17- 20); New Age (21-29); Seniores (30 – 39); Masters (40 – 49); Grand Masters (50-59); Veterans (mais de 60) e Tag Team (prova de equipas).

Os atletas vêm de países como a França (o país mais representado com 37 atletas), África do Sul (3 atletas), Austrália (10), Brasil (2), Escócia (3), Espanha (10), EUA (3), Inglaterra (6), Irlanda do Norte (8), País de Gales (1), Nova Zelândia (2) e Portugal (5). Da equipa portuguesa fazem parte Alberto Miguel, Diogo Melo, Gil Melo, Francisco Figueira e Rui Ribeiro.

Ocean Spirit: Campeonato do Mundo de Waveski começou hoje
Desde 2011 que Santa Cruz não recebia esta prova do mundial de waveski.

Waveski adaptado com melhores atletas mundiais

De notar que o campeonato conta com a presença de seis atletas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida, sendo que três deles competem no Open, lado a lado com os restantes atletas. Além desta categoria, decorre ainda em Santa Cruz, pela primeira vez, uma prova de waveski adaptado.

O norte-americano Jeff Munson é um dos atletas a competir na categoria Open, juntamente com os brasileiros Felipe Lima e Felipe Doria. Jeff, que também havia marcado presença no Santa Cruz Ocean Spirit em 2011, venceu nesse ano o prémio “The Reason for Living” pela atitude e coragem de ter continuado, após uma lesão na coluna que há 16 anos o deixou paraplégico, num acidente de surf.

Tudo aconteceu a 10 de março de 2000, em Puerto Escondido, no México. O surfista de ondas grandes, cuja cadeira de rodas esconde os seus quase dois metros de altura, surfou uma onda que tinha tudo para ser perfeita, mas que quase lhe roubou a vida. Jeff ficou paraplégico. Mas não desistiu e a ligação ao mar não se perdeu. Atualmente compete a nível mundial – mas sentado no waveski – e, acima de tudo, sem querer ser tratado de forma diferente.

“Já não vinha a Santa Cruz há cinco anos. O que mudou? Sinto-me mais velho [risos]. Sabe muito bem voltar. Acho que este ano as condições estão melhores, apesar de as ondas estarem mais pequenas. Mas sabemos que vai estar bom”, diz. Para esta prova tem apenas um objetivo: “Espero que alguns dos atletas com necessidades especiais avancem na prova. Vai ser divertido, e é muito bom ver que em vez de apenas um, somos já seis a participar”, conclui, dizendo que o que adorava mesmo é que esta prova de realizasse no Inverno, devido às condições do mar.

Felipe Lima é outro dos atletas paraplégicos a competir na categoria Open. Pela primeira vez em Portugal, o brasileiro confessou estar a adorar o País. “Portugal é um paraíso, vou ficar mais duas semanas a passear. Já ouvi que aqui a onda é muito boa”, começa por dizer o brasileiro, nascido em Belo Horizonte.

Felipe está numa cadeira de rodas há já dez anos, depois de ter caído de uma varanda e ter fraturado a coluna. Sempre surfou desde pequeno e quando sofreu o acidente também não desistiu. “Conheci o waveski há cerca de quatro anos. Quando tive o acidente tive de começar do zero, comecei a aprender a nadar, a mergulhar, depois a remar em kayak de turismo, a descer corredeiras [rios] de kayaks, mas eu queria voltar a surfar que sempre foi a minha paixão e aí eu procurei saber mais sobre o kayaksurf e comecei a surfar. Um dia conheci o waveski e apaixonei-me. Sinto uma maior liberdade, a prancha é mais rápida, mais leve para ‘mandar’ aéreos, é melhor nos tubos”, confessa o atleta que foi campeão mundial de Surf Adaptado, na Califórnia no ano passado.

Para esta prova Felipe avança que, na categoria Open, espera “aprender muito e chegar o mais longe possível”. “Na de waveski adaptado vim com a pretensão de ganhar mas nunca se sabe, então vou fazer o meu melhor”, diz. “O surf adaptado em geral está a crescer muito e é bom ver mais atletas este ano cá. E espero no próximo ano ver mais”, conclui o atleta de 29 anos.

Amanhã continua a prova mundial e a chamada para o arranque do segundo dia do Ocean Spirit World Waveski Surfing Titles está marcada para as 7h.

Prova de qualificação do mundial de surf com quase 30 portugueses

De notar que esta quarta-feira arranca também aqui no areal de Santa Cruz o Santa Cruz Pro 2016. Trata-se de uma prova de qualificação da World Surf League (WSL), um evento QS1000, que decorre entre os dias 20 e 24 de julho, na praia da Física. Aquela que é a 31.ª etapa da Qualifying Series de 2016 vai receber mais de 20 portugueses em prova, além claro, de surfistas internacionais.

Entre os atletas portugueses inscritos nesta prova estão por exemplo o 4 vezes campeão nacional de surf Ruben Gonzalez (heat 9), Eduardo Fernandes (heat 10), José Ferreira (heat 13), João Guedes (heat 14) ou Nicolau von Rupp (heat 15). Participam ainda no Santa Cruz Pro 2016 Francisco Cruz (heat 1), Francisco Duarte e André Moi (heat 3), Miguel Blanco e Jhon Junior (heat 4), Luis Perloiro (heat 5), Henrique Pyrrait, Guilherme Fonseca e Pedro Barros (heat 6), Elohe Alvarez (heat 7), Salvador Couto (heat 8), Francisco Carrasco e Tiago Santos (heat 9), Miguel Madeira e Tomás Ferrreira (heat 10), João Kopke e Francisco Santos (heat 11), Tomás Fernandes e Frederico Magalhães (heat 12), Jácome Correia (heat 13), Filipe Teixeira (heat 15), ou Pedro Coelho e Robertson Gonçalves (heat 16). Entre as senhoras, participam na prova com as cores lusas Carol Henrique e Mariana Assis (heat 1) e Yolanda Hopkins (heat 2).

Hoje há Beatbombers na Aldeia Neptuno

Ontem à noite cerca de 4.000 pessoas encheram a Aldeia Neptuno, para fazer a festa com os Putzgrilla, um projeto musical nascido em Portugal e que se propõe a trazer uma lufada de ar fresco à cena eletrónica nacional. Uma mistura explosiva entre as sonoridades mais urbanas desde o Funk Brasileiro, o Hip Hop ou Zouk com a energia do EDM, teve como primeiro single o tema “Bunda”. Squeeze Me é o mais recente sucesso da banda. A noite no Palco Neptuno terminou com o DJ Mauro Barros.

Ocean Spirit: Campeonato do Mundo de Waveski começou hoje
Ontem à noite cerca de 4.000 pessoas encheram a Aldeia Neptuno, para fazer a festa com os Putzgrilla.

Hoje o Santa Cruz Ocean Spirit powered by Tetley recebe os Beatbombers, conjunto composto pelo DJ Ride e Stereossauro, pioneiros do scratch/turntablism em Portugal e reconhecidos a nível internacional. Sagraram-se campeões mundiais de scratch em 2011 e vice-campeões em 2010 e 2012. Atuam juntos desde 2003 em clubs e festivais, têm discos editados pela Optimus Discos e em todos os álbuns de DJ Ride fazem parte temas feitos em conjunto pelos dois. O fecho do Palco Neptuno estará a cargo da Dupla Mete Cá Sets.

O Santa Cruz Ocean Spirit powered by Tetley é uma organização da Associação Ocean Spirit e da Câmara Municipal de Torres Vedras, com o patrocínio principal da Tetley. O evento conta ainda com o patrocínio das Águas do Vimeiro, MEO, Montepio e Shine Media; a rádio oficial Mega Hits; A Fuel TV como televisão oficial; o apoio institucional do Turismo de Portugal e do Turismo do Centro; o apoio à divulgação da Beachcam, Kayaksurf.net, Portal Aventuras, Vert Magazine e Torres Vedras Web; e o apoio da RPower, da Toitorres-Toyota e do Oeste Portugal.

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