Ocean Spirit: prova de waveski adaptado arrancou nas águas de Santa Cruz
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O Ocean Spirit World Waveski Surfing Titles decorre, até Domingo, em Santa Cruz, enquadrado na décima edição do Festival Internacional de Desportos de Ondas. A competição, que arrancou na Segunda-Feira, conta com a participação de 92 atletas oriundos de 14 países.

Entre eles estão seis atletas com mobilidade reduzida, que viram arrancar esta Quarta-Feira uma prova de waveski adaptado. “O surf adaptado em geral está a crescer muito e é bom ver mais atletas este ano cá. E espero no próximo ano ver mais” diz Felipe Lima, um dos dois atletas que integram a comitiva brasileira na competição.

Foi em 2006 que Felipe caiu de uma varanda e fracturou a coluna, ficando paraplégico. Conta que teve de “começar do zero”, desde aprender a nadar, passando por mergulhar e pela experiência em kayaks. “Um dia conheci o waveski e apaixonei-me. Sinto uma maior liberdade, a prancha é mais rápida, mais leve para “mandar” aéreos, é melhor nos tubos” explica o atleta, que está pela primeira vez em Portugal e que é um dos três com mobilidade reduzida que também integram a categoria Open deste Campeonato do Mundo.

Ocean Spirit: prova de waveski adaptado arrancou nas águas de Santa Cruz
A comitiva brasileira marcou presença no momento de apresentação do Campeonato do Mundo de Waveski, junto à Azenha de Santa Cruz. Foto: Rita Alves dos Santos

“Aprender muito e chegar o mais longe possível” são os objectivos do brasileiro para esta categoria. Mas confessa que as expectativas são diferentes no que toca ao waveski adaptado. “Vim com a pretensão de ganhar mas nunca se sabe, então vou fazer o meu melhor.”

A verdade é que tanto Felipe Lima como Felipe Doria, também do Brasil, apuraram-se hoje para a final da prova, ao lado do norte-americano Jeff Munson e do francês Eric Perrier. Para trás ficam Chris Oberle, dos EUA, e Marcus Thompson, da Nova Zelândia.

Resultados à parte, parece que uma coisa é certa. “Portugal é um paraíso, vou ficar mais duas semanas a passear. Já ouvi que aqui a onda é muito boa” atira o atleta de Belo Horizonte, que se sagrou campeão mundial de surf adaptado na Califórnia, no ano passado.

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