Operação Aquiles: Demora na entrega de refeições a detidos atrasa julgamento
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Um dos advogados de defesa referiu que esta situação tem sido recorrente nos tribunais portugueses quando em causa estão arguidos presos, causando vários atrasos nas sessões de julgamento.

Uma demora no fornecimento do almoço a três arguidos detidos já provocou um atraso de quase duas horas no reinício da sessão de julgamento de hoje da operação Aquiles, que decorre em Lisboa.

Um dos advogados de defesa contou à Lusa que a sessão da manhã do julgamento da Operação Aquiles foi interrompida às 12:40 para almoço, tendo os juízes comunicado que pretendiam reatar os trabalhos pelas 14:00.

Contudo um atraso dos serviços prisionais no fornecimento das refeições a três arguidos deste caso, embora detidos ao abrigo de outros processos crime, impediu que a sessão da tarde fosse retomada até às 16:00.

O mesmo advogado referiu que esta situação tem sido recorrente nos tribunais portugueses quando em causa estão arguidos presos, causando vários atrasos nas sessões de julgamento.

Na primeira sessão, a 16 de outubro, o arguido João Freitas, que se encontra detido no estabelecimento prisional do Porto ao abrigo de outro processo, esteve ausente do julgamento por lapso dos serviços prisionais.

A Operação Aquiles conta com 27 arguidos já que os juízes decidiram separar os processos de Franklim Lobo, tido pela PJ como um dos maiores narcotraficantes, e de Ana Luísa Caeiro, ambos em paradeiro desconhecido.

Segundo a acusação, entre outubro de 2006 e janeiro de 2007, elementos da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da Polícia Judiciária (UPAT/PJ) transmitiram à sua hierarquia informações resultantes de vigilâncias e recolha de informações que “evidenciava fortes suspeitas de ligações ao mundo do crime”, do ex-coordenador da PJ Carlos Dias Santos, apontando para ligações do polícia com o arguido Jorge Manero de Lemos e à atividade de tráfico de droga desenvolvida por este último.

Na altura, António Benvindo, que está a ser ouvido no processo como arguido e denunciante, funcionou como agente encoberto da PJ e, numa reunião que manteve com um suspeito de nacionalidade paraguaia, ficou a saber que a organização criminosa que exportava cocaína para a empresa de Torres Vedras ‘Terra Australis’ “tinha um informador na PJ” que revelava as movimentações da polícia no combate ao narcotráfico.

Entende o Ministério Público que Dias Santos e Ricardo Macedo, também inspetor da PJ com funções suspensas, além de darem informações às organizações criminosas que protegiam, através dos contactos com os pretensos informadores, por vezes recebiam informações das mesmas organizações sobre o tráfico desenvolvido por organizações “concorrentes”.

As três primeiras sessões de julgamento foram dedicadas a ouvir a versão de António Benvinda, que goza do estatuto de proteção de testemunha, via audioconferência.

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1 COMENTÁRIO

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