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Decorreu ontem a ante estreia do filme em 3D “Delírio em Las Vedras” da autoria do realizador Edgar Pêra e comparticipado pela Promotorres e Câmara Municipal.

De um projecto para uma curta metragem candidata a marcar presença em vários festivais da especialidade, até à versão sala de cinema foi um “pulo” que se saúda.

Em primeiro lugar, porque todos nós torrienses nos revemos nas imagens exibidas, numa parafernália de cenas por vezes tão delirantes quanto já sentidas e vividas de alguma forma por todos nós no nosso Carnaval, depois, porque é o primeiro filme sobre um Carnaval…e só podia ser o nosso! Aqui a aposta está ganha.

Com sentido crítico de quem viveu o Carnaval por dentro, e que acompanhou este “processo”, senti-me ontem feliz por ver que as principais “imagens de marca” do nosso Carnaval estão devidamente referenciadas, presentes, e marcam o enredo da história com que o realizador nos presenteia. Os símbolos do Carnaval de Torres seriam num contexto cinematográfico não só uma obrigação como acima de tudo a matriz principal deste produto que na minha opinião pode e deve promover o Carnaval a uma escala global, participando em Festivais Internacionais, como é já o caso de Roterdão no final deste mês.

Melhor, a espontaneidade do melhor Carnaval do Mundo “infiltrou-se” claramente no espírito de toda a equipa que traz até nós o “Delírio em Las Vedras”… e que delírio diria eu!

Não é fácil realizar um filme em pleno Carnaval…diria mesmo, só seria possível realizar um filme como este no nosso Carnaval…sem argumento, sem texto, deixando as câmaras captar o mundo mágico do improviso, sentido na pele de quem ao filme dá voz, corpo e alma, percorrendo todos os cantos, captando todos os devaneios, as loucuras e diabruras, a nossa sátira, que acaba por contribuir a cada segundo cada vez mais para a nossa máxima de “Desorganização mais Organizada do País”…é este também o espírito do filme…é esta a matriz com que nos identificamos, e que faz de nós únicos a uma escala global!

Brilhante uma das frases com que mais me identifico de Nuno Melo “…aqui não há separação entre atores e espetadores…”, frase que marca em cunho dourado a nossa diferença para os outros Carnavais, e que contribui para que no final o realizador não nos obrigue a ler a célebre frase “…qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência…”. Não…a grande coincidência deste filme é que é tudo REALIDADE!

Será este um filme que pode encher salas de cinema no circuito comercial? É a dúvida que fica, a comprovar num futuro breve, e é também a minha maior dúvida, porque por melhor que possa ser o filme (os gostos não se discutem), e por melhor promoção que tenha, estou em crer que a crítica especializada, poderá promover este como o último filme de Nuno Melo, mas não vai perceber o Carnaval de Torres…porque todos os anos, o filme do nosso Carnaval é diferente…para melhor!!!

É por isso que em Torres Vedras, a vida são 2 dias…e o Carnaval são 6…p’ra mais!!!

Viva o Carnaval de Torres!

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