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Os pais dos alunos da Escola Básica Pero de Alenquer, de segundo e terceiro ciclos, estão a manifestar-se à frente da câmara municipal e da escola contra os horários escolares, disse um representante do grupo de pais.

A contestação deve-se ao facto de os alunos do 5.º e 6.º anos, que, no último ano letivo, tiveram aulas de manhã, passarem, no próximo ano letivo, para o horário da tarde.

“Estamos há mais de um mês à espera de respostas”, após um pedido de intervenção imediata da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESte), e “o tempo vai passando e não temos resposta”, afirmou Fernando Penida, do grupo de pais da Escola Básica 2/3 Pero de Alenquer, no distrito de Lisboa, justificando assim a manifestação de hoje à tarde.

“As crianças vão ficar sozinhas em casa de manhã, porque não há espaços de Atividades de Tempos Livres suficientes, tendo em conta os horários de trabalho dos pais, nem os pais têm meios financeiros para os pagar”, alertou.

Contactada pela Lusa, Clara Silva, diretora do Agrupamento de Escolas Damião de Góis, a que pertence aquela escola, remeteu esclarecimentos para quinta-feira.

A discordância havia já sido transmitida pelos pais à direção do agrupamento e à DGESte.

Na resposta aos pais, a direção da escola considerou “ser muito difícil reverter a mudança” dos horários, alegando que tal “comprometeria o início das atividades letivas”, numa referência à segunda fase dos exames nacionais, que hoje tem início, e que implicam “uma logística organizacional muito minuciosa”.

Na exposição enviada à DGESte, os 146 pais subscritores exigem a alteração dos horários, com base em três critérios: componente pedagógica, segurança dos alunos e acompanhamento familiar.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, alegam que a componente pedagógica será prejudicada dada a menor “capacidade e predisposição de miúdos de 9 e 10 anos para iniciar o período escolar pelas 13:40, possivelmente após terem já estado em diversas atividades durante o período da manhã”.

No que toca à segurança dos alunos, “nomeadamente os que necessitam de se deslocar sozinhos, por impossibilidade de os pais os irem buscar ou dificuldades financeiras para contratação de um serviço de transporte”, os pais consideram que as crianças se enganam nos horários dos autocarros.

E, por último, referem, o acompanhamento familiar fica “impactado drasticamente” com a saída dos alunos às 18:30, face à “incapacidade dos pais os poderem acompanhar nos trabalhos de casa”, sendo “toda a logística de trabalhos de casa, banhos e jantar fortemente afetada ou mesmo impossível de realizar”.

O Agrupamento de Escolas Damião de Goes, em Alenquer, no distrito de Lisboa, conta com mais de 2.700 alunos, desde a pré-primária ao ensino secundário.

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