Para uma boa saúde ocular esteja atento à fadiga visual
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Para uma boa saúde ocular
É importante estar atento à Fadiga Visual

Nesta altura do ano o mais natural seria escrever sobre o Regresso às Aulas, a importância da Visão no Desenvolvimento Escolar, como é fundamental acompanhar o Desenvolvimento do Sistema Visual das Crianças através de consultas de especialidade e rastreios.

Sem descurar as Crianças e o Regresso às Aulas, optei por escrever sobre Fadiga Visual, ou Fadiga Visual Digital, expressão agora mais em voga dado o “momento tecnológico” que vivemos.
A opção por este tema é consequência de várias conversas com pais e o testemunho, já em pessoas tão jovens, dos sintomas já conhecidos: cansaço, dores de cabeça, dificuldade em focar, olhos um pouco vermelhos e lacrimejar.

Quando, no início das aulas, surgem queixas como estas durante as consultas, é prova que as férias já não são, indiscutivelmente, o que eram.
Os pais, particularmente nesta altura, procuram avaliar se tudo está bem para o recomeço das aulas, que estão reunidas as condições para que os filhos consigam apreender o que lhes é transmitido. Aqueles que o fazem estão no caminho certo. É com satisfação que muitas das respostas dadas são que está tudo bem, que o sistema visual funciona como esperado e que segue o desenvolvimento normal.

Mas sempre foi também função dos Profissionais ligados à Visão perceber como este sentido é utilizado e se daí resultam queixas, sintomas, sinais que merecem intervenção.

Daí a importância do Diagnóstico de Fadiga Visual logo em muito jovem. Hoje os equipamentos digitais são um lugar-comum. No oriente, por exemplo, em algumas grandes cidades, já existem vias de circulação, como as ciclovias, para aqueles que vão de telemóvel na mão não tropecem em ninguém.

Voltando às crianças e aos jovens, são os jogos, as redes sociais, os youtubers, toda uma série de estímulos que levam a que fiquem horas a fio a olhar de uma forma menos saudável: a 30 cm ou menos durante longos períodos de tempo, com muito menos pestanejo e sujeitos a radiação potencialmente nociva.

É importante uma análise rápida sobre cada um destes aspetos.
1 -Ver a 30 cm ou menos durante longos períodos de tempo – como já aqui referimos, nascemos para ser caçadores, não para sermos trabalhadores de escritório, com os olhos sempre focados a menos de 50 centímetros.
Os nossos olhos estão em descanso a olhar ao longe, não ao perto. Olhar ao perto é uma atividade de esforço, que exige descansos pontuais que não sendo respeitados resultam nos sintomas já referidos, como cansaço, dores de cabeça e até sonolência.
2 – Com muito pouco pestanejo – a lágrima é fundamental para os nossos olhos. Mal comparado, os nossos olhos olhos são como a pele de um golfinho, têm que estar sempre cobertos por água para ficarem lisos e brilhantes. Se pestanejamos menos, a renovação da lágrima não ocorre e, quando esta evapora, a “pele” do olho, ou seja o epitélio, fica exposto ao ar. Nesse momento ele sente-se agredido, provocando ardor, lacrimejo em excesso e os olhos vermelhos passado pouco tempo.
3 – Sujeitos a radiação potencialmente nociva – esta foi, durante muito tempo, talvez a parte mais controversa. Hoje não. Sabemos que para garantir uma boa luminosidade, os dispositivos eletrónicos usam preferencialmente comprimentos de onda particularmente energéticos. Esta linguagem técnica quer simplesmente dizer que o muito brilho dos dispositivos eletrónicos pode ter consequências a prazo sobre a saúde ocular, e quanto mais tempo estivermos expostos a esse brilho maior é a probabilidade de tal acontecer.
Assim, a já falada regra, dos 20/20/20 é importante recordar: 20 minutos ao perto seguidos de 20 segundos a olhar a 20 pés (cerca de 6 metros) para descansar. Por outro lado devemos promover a diversificação de atividades das crianças: dispositivos eletrónicos, brinquedos, livros, socialização com terceiros, sem nunca esquecer que o tempo para estudar já inclui muitas vezes os computadores.

Em conclusão, devemos aproveitar o Regresso às Aulas para rever todas estas matérias e ficarmos mais atentos ao dia a dia dos olhos dos nossos filhos. As consultas de especialidade e os Rastreios são fundamentais não só para o despiste de dificuldades mas também para ações de sensibilização. Veja com saúde.

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