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O património industrial, uma dimensão do património por vezes não devidamente percecionada e relevada, foi este ano o tema escolhido para as Jornadas Europeias do Património, às quais, como tem acontecido nos anos anteriores, a Câmara Municipal se associou com um conjunto de parceiros.

Assim, no dia 26 de setembro, teve lugar na antiga cerâmica da Ermegeira uma atividade de desenho integrada na segunda edição do (a)Riscar o Património, uma iniciativa nacional que decorreu em mais nove cidades, organizada pela Direção Geral do Património Cultural em parceria com a Associação Urban Sketchers Portugal. Organizada com a Cooperativa de Comunicação e Cultura sob a coordenação de André Batista, a referida atividade contou com a orientação dos urban sketchers Teresa Ogando (Lisboa-Portugal) e Edward Wandeur (São Paulo – Brasil), bem como com a presença de um dos herdeiros daquela antiga cerâmica – Luís Eduardo – que efetuou alguns relatos sobre o antigo funcionamento da fábrica. Esta atividade contou com cerca de 30 participações.

O desenhos elaborados no âmbito da mesma serão facultados à Direção-Geral do Património Cultural para uma futura exposição, à semelhança do que aconteceu com os desenhos elaborados na primeira edição do (a)Riscar o Património, os quais se encontram expostos no Museu Nacional de Arqueologia (sendo que Torres Vedras, a par de Lisboa, é a cidade mais representada nessa mostra).

No dia seguinte teve lugar no Forte de S. Vicente a atividade “Linhas de Torres Vedras – Comunicar em tempo de guerra: a eficácia da telegrafia visual no séc. XIX”. Organizada pelas câmaras municipais de Torres Vedras e Mafra, em parceria com o Clube do Stress e a ARADO – Associação de Radioamadores do Oeste, consistiu numa recriação dos sistemas de comunicação do século XIX, utilizados nas Linhas de Torres Vedras. Duas réplicas funcionais do telégrafo de balões utilizado neste sistema de fortificações, instaladas no Forte de S. Vicente e Serra do Socorro, foram utilizadas para comunicar entre si e comprovar como esse telégrafo foi determinante para o sucesso das Linhas de Torres Vedras. Para reforçar essa conclusão, os dois locais foram ligados por mensageiros a pé e a cavalo, de forma a determinar as vantagens da comunicação visual. Foi ainda, paralelamente, realizada uma demonstração dos modernos sistemas de comunicação. Cerca de 60 pessoas assistiram a esta atividade.

No fim de semana anterior, mais concretamente no dia 19 de setembro, tivera lugar a primeira ação do Município integrada nas Jornadas Europeias do Património de 2015, a qual foi organizada com o apoio da Associação de Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras e da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial.

Tratou-se da inauguração da exposição “Memórias da Casa Hipólito”, no Museu Municipal Leonel Trindade, que foi seguida de um colóquio alusivo a esta temática, o qual contou com comunicações de Paulo Oliveira Ramos (docente da Universidade Aberta e do Instituto de História da Arte da Universidade Nova), Rui Brás (da Câmara Municipal) e Joaquim Moedas Duarte (da Associação de Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras), as quais se intitularam, respetivamente, “Ano Europeu do Património Industrial e Técnico”, “Fogão Hipólito, campeão de vendas“ e “Casa Hipólito, a galinha que “põe ovos de ouro” – memórias de uma polémica”. Cerca de 70 pessoas assistiram a esta atividade

De referir que a exposição “Memórias da Casa Hipólito”, a qual está patente até ao final do ano, dá a conhecer um conjunto de objetos, fotografias e documentos que recordam o que foi essa unidade fabril – e que fazem parte do Fundo Casa Hipólito que, por iniciativa da Câmara Municipal, se encontra à guarda do Museu Municipal Leonel Trindade.

Visite-a!

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