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O Aliança anunciou hoje que o presidente do partido, Paulo Bento, não vai recandidatar-se ao cargo no congresso agendado para 30 e 31 de outubro, em Oeiras, e enalteceu a eleição dos primeiros autarcas.

Em comunicado, o partido fundado por pelo antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, que, entretanto, abandonou o partido, anunciou que no congresso “estarão em debate alterações aos estatutos e uma estratégia para os próximos três anos, culminando com a eleição dos novos órgãos nacionais”.

O Aliança também disse que Paulo Bento, que sucedeu a Santana Lopes, “anunciou na segunda-feira a indisponibilidade para se recandidatar ao cargo”.

Na nota, o partido também enalteceu a primeira eleição de autarcas, nas eleições de domingo. O Aliança, partido fundado há dois anos, elegeu o antigo deputado social-democrata Jorge Nuno Sá para deputado na Assembleia Municipal de Lisboa.

Em Torres Vedras e em Viana do Castelo o partido também elegeu dois deputados municipais, e em Braga o “empresário Carlos Vaz foi eleito para o órgão deliberativo municipal”, integrante de uma coligação PSD/CDS-PP/PPM/Aliança.

O Aliança também elegeu cinco autarcas em listas próprias para a Junta de Freguesia de Silveira e União de Freguesias de Santa Maria, São Pedro e Matacães, São Pedro da Cadeira e Ramalhal (Torres Vedras), um na União de Freguesias de Geraz do Lima (Viana do Castelo), para além de dois outros integrados em coligações nas freguesias de Lanhelas (Caminha) e União de Freguesias de Santo Agostinho e São João Baptista e Santo Amador (Moura).

No início de setembro, um grupo de dirigentes demissionários do Aliança apresentou uma queixa ao Tribunal Constitucional em que acusam o presidente do partido, Paulo Bento, de “ilegalidades”, refutando o próprio “totalmente” as acusações, que qualifica de “caluniosas”.

Em comunicado de imprensa, sete dirigentes demissionários do Aliança referem que apresentaram hoje uma queixa ao Tribunal Constitucional contra o presidente do partido, Paulo Bento, e o diretor executivo, Florival Pinto, por “falta de transparência, sonegação de informação, gestão danosa, abuso de poder e fraude eleitoral”.

Entre as “ilegalidades” que imputam aos dois dirigentes do Aliança, o grupo de demissionários alega que houve, entre outros, “angariação de donativos numa conta bancária particular”, “não prestação das contas de 2020 à Entidade das Contas”, “não apresentação das contas do exercício de 2020 aos militantes” e “reiterada sonegação de informação quanto a extratos bancários”.

Em declarações à Lusa, Paulo Bento refutou “totalmente” as “acusações caluniosas”, considerando que os dirigentes demissionários “mais não do que dirigentes ressabiados por não fazerem parte – a maioria deles – de listas de candidaturas, por razões e única responsabilidade própria”.

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