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O auditório da Escola Internacional de Torres Vedras acolheu em 12 de outubro de 2016, o  IV Encontro de Psicólogos organizado pela Unidade de Psicologia Clínica de Torres Vedras do Centro Hospitalar do Oeste. O encontro deste ano foi subordinado ao tema «Perdas e Lutos».

Dirigido a psicólogos, bem como a outros profissionais com interesse no tema, o evento contou com uma plateia muito interessada de cerca de 140 participantes. A sessão de abertura foi conduzida pela Coordenadora da Unidade de Psicologia Clínica de Torres Vedras, Doutora Alexandra Seabra, e contou com a presença do Bastonário da Ordem dos Psicólogos, Doutor Telmo Baptista, do Diretor Clínico do CHOeste, Dr. António Curado, da Vereadora da Câmara Municipal de Torres Vedras, Dra. Ana Umbelino, e do Vereador da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Dr. Hugo Oliveira.

Do programa fizeram parte quatro painéis, onde foram abordadas temas como a «Comunicação e Perda», «O Luto», a «Reformulação do Luto» e «Perdas e Luto no Cuidador Formal e Informal».

O primeiro painel «Comunicação e Perda», moderado pela Dra. Solange Fernandes, psicóloga na Unidade de Psicologia Clínica de Caldas da Rainha do CHOeste, teve como oradoras a Dra. Rute Pires do Centro Hospitalar Lisboa Central e da Dra. Joana Faria do INEM. Ao longo do painel foi destacada a importância da comunicação verbal e não verbal na notificação de más notícias, nomeadamente a privacidade e demonstração de disponibilidade, a relação estabelecida e a linguagem utilizada. Foi salientada a relevância de a comunicação ser simples, verdadeira e honesta, procurando ir ao encontro das necessidades da pessoa. Foi também salientado que é necessário que os profissionais tenham formação na comunicação de más notícias, seguindo um protocolo de atuação (por ex. SPIKES – Six Step Protocol for Delivering Bad News).

O segundo painel «O Luto» foi moderado pela Doutora Alexandra Seabra, e contou com a intervenção da Dra. Maria de Jesus Moura, psicóloga na Unidade de Pediatria do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, que abordou várias temáticas, entre elas a elaboração do conceito de morte ao longo do desenvolvimento nas crianças, como comunicar a morte de alguém, a reação dos pais e as suas dificuldades de abordar estas temáticas, tendo em conta a idade e o desenvolvimento. Seguiu-se o testemunho de uma mãe em luto há 11 anos. Maria Gomes falou do seu filho Miguel, vítima de morte súbita em 2005, tinha 27 anos. Retratou na primeira pessoa tudo o que os oradores anteriores tinham abordado: «o chão a desabar, a dor intensa de sentir um abraço, a zanga do porquê ele, o dormir com a capa da Tuna do filho, o luto prolongado para o resto da vida e a procura de informação, fé, partilhas, e onde encontrou o Grupo de Pais em Luto do Oeste».

Após almoço seguiu-se o painel «Reformulação do Luto» moderado pela Dra. Catarina Severiano, psicóloga na Unidade de Psicologia Clínica de Torres Vedras. Durante a intervenção das oradoras do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, Dra. Iolanda Gil e Dra. Inês Carvalhão, foram abordadas questões acerca das estratégias mais utilizadas na intervenção com famílias com filhos com paralisia cerebral. A evolução da intervenção neste âmbito foi progredindo de modelos mais centrados na criança para uma abordagem mais centrada na família, com recurso a estratégias de intervenção individuais e em grupo, e a equipas transdisciplinares. Por sua vez, a Dra. Filomena Sousa do Campus Neurológico Sénior abordou o impacto das doenças neurodegenerativas, em particular das demências, quer do ponto de vista epidemiológico, quer ao nível do doente e respetiva família. Foi ainda salientada a importância da intervenção multidisciplinar junto destes doentes e respetivos cuidadores.

O último painel dedicado às «Perdas e Luto no Cuidador Formal e Informal» teve enquanto oradoras convidadas, a psicóloga Dra. Marta Pavoeiro e a enfermeira Joana Bragança, que pertencem à equipa de Cuidados Continuados e Paliativos do Hospital da Luz, sob a coordenação da Doutora Isabel Galriça Neto. Trouxeram numa primeira parte os princípios e modelos orientadores da sua prática e intervenção, colocando no centro da sua abordagem o paciente e a sua família, bem como a atenção que é dada aos cuidadores formais. Numa segunda parte, descreveram a investigação que estão a levar a cabo, no âmbito do acompanhamento aos cuidadores informais, ao longo do seu processo de luto. O painel foi moderado pela Dra. Maria Manuel Carvalho, psicóloga na Unidade de Psicologia Clínica de Torres Vedras do CHOeste.

A Comissão Organizadora do CHOeste agradece a colaboração da Câmara Municipal de Torres Vedras, da Escola Internacional de Torres Vedras, da Empresa Águas do Vimeiro, da SEMINFOR – Escola Profissional de Penafirme, da Adega Mãe, e da Liga dos Amigos do Hospital de Torres Vedras.

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