PJ detém 18 pessoas por tráfico de pessoas, extorsão e lenocínio
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Dezoito pessoas, 13 homens e cinco mulheres, foram hoje detidas pela PJ por tráfico de pessoas, extorsão, lenocínio (incentivo à prostituição com fins lucrativos), falsificação de documentos e de associação criminosa, informou aquela polícia.

Luís Neves, coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo, disse à agência Lusa que foi desmantelada uma associação criminosa, com uma “liderança forte” e com membros, na maioria estrangeiros, que se repartiam entre tarefas administrativas, coação e violência das vítimas no trabalho e transporte entre explorações.

A associação transportava imigrantes dos seus países, através de carrinhas, prometendo-lhes “bons salários, horário de trabalho, cama e roupa lavada” em explorações agrícolas, mas na chegada a Portugal esses trabalhadores não encontravam as condições oferecidas, explicou o responsável.

O grupo criminoso é suspeito dos crimes de tráfico de seres humanos para exploração laboral, bem como de exploração sexual de mulheres e extorsão de outras pessoas.

No decurso da operação “corda bamba” foram realizadas mais de 30 buscas domiciliárias e a empresas, nas localidades do Ameal (Torres Vedras), Olho Marinho e Usseira (Óbidos), na região Oeste, Santiago do Cacém, Vila Nova de Milfontes e São Teotónio (Odemira), Beja e Serpa, no Alentejo.

A PJ efetuou ainda diversas apreensões relacionadas com os crimes e identificou mais de uma centena de vítimas.

Os detidos, com idades entre 20 e os 63 anos, vão começar a ser ouvidos na quarta-feira no Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste, em Sintra, em primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

A investigação prossegue para identificação de outros potenciais elementos do grupo, bem como de outras vítimas.

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