Portugal e o Mar!
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A economia do Mar representou em 2014, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) português, empregando aproximadamente 75 mil pessoas. Prevê-se que até 2020 as atividades económicas ligadas ao mar deverão aumentar 50% do seu contributo para o PIB, na economia portuguesa e por isso, o Mar tem um enorme potencial para criar postos de trabalho e gerar riqueza.

Portugal tem hoje a terceira maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia e a 11ª de todo o mundo, 11% da Zona Económica Exclusiva da União Europeia pertence a Portugal. Em 2016, a ONU irá começar a analisar a proposta de alargamento da Plataforma Continental Portuguesa. Proposta portuguesa para extensão dos limites exteriores da plataforma continental para além das 200 milhas marítimas prevê que Portugal ganhe mais de dois milhões de quilómetros quadrados.

Portugal tem dado passos importantes e tem feito um esforço absolutamente colossal para o equilíbrio, da balança comercial e por isso tem sido repensada a nossa produção e consumo. O mar português possui imenso portencial para a aquacultura, deve desenvolver-se a cultura de novas espécies com interesse comercial. Cada vez mais, têm surgido em Portugal projetos e investimantos de aquacultura. A exploração das potencialidades do mar, enquanto fator de diferencição e desenvolvimento das comunidades costeiras, deve ser encarada como uma prioridade nacional.

Mas quando se pensa na Economia do Mar o caminho é de esperança! Em 2015, as quotas de pesca de Portugal sobem 18%, face a 2014. Estas quotas, aumentaram sobretudo nas espécies de maior consumo em Portugal, como é o caso dos carapaus (67%), do tamboril (14%), do biqueirão (10%) e do lagostim (15%). Esta é uma boa notícia para os pescadores, para os industriais do setor, e para os consumidores portugueses. 

Podemos ainda tirar partido do mar como um recurso renovável para a produção de energia, nomeadamente, a energia proveniente das ondas e das marés. Em ambos os casos, as universidades portuguesas têm assumido um papel preponderante na investigação e desenvolvimento de projetos-piloto.

A importância do Mar para o Turismo é, também, vital! Sobretudo para o turismo de família, mais direccionado para a praia e lazer, e o turismo desportivo/aventura, com destaque para o surf, que nas costas portuguesas movimenta cada vez um maior número de adeptos e praticantes. Tendo em conta todos os aproveitamentos e benefícios que podemos retirar da nossa faixa costeira, é fulcral existir uma estratégia de emprego centrada no mar. Portugal tem uma costa marítima vasta e é nossa obrigação tirar partido daquilo que temos de melhor. Incentivar o empreendedorismo, sobretudo o jovem, e apostar no ensino profissional, tendo em conta as características de cada região, são vetores essenciais da estratégia para o desenvolvimento da economia do mar.

O Mar é essencial para o nosso futuro, foi para o Mar que Portugal se voltou quando fomos descobrir o mundo. No nosso tempo, o mar tem que voltar a ser a nossa verdadeira aposta, o nosso verdadeiro desígnio.

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Jorge Faria de Sousa
Natural da Lourinhã, distrito de Lisboa, é consultor na área de Gestão de Resíduos, no setor privado, e está a terminar o curso de Engenharia do Ambiente, no Instituto Superior de Agronomia. Atualmente ocupa o cargo de Presidente da JSD Distrital Lisboa-Área Oeste, desempenha as funções de autarca na Assembleia Municipal da Lourinhã e é membro Assembleia Intermunicipal da OesteCIM.

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