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O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que o processo de aprovação do Orçamento do Estado para 2016 deve ser acelerado, se possível, e reiterou que fará tudo para que “tenha pés para andar”.

“Pode haver uma aceleração. Eu assisti a casos de processos orçamentais acelerados”, declarou o social-democrata aos jornalistas, em Torres Vedras, acrescentando: “Tudo o que seja acelerar é bom, porque em vez de entrar em vigor mais tarde entra em aplicação mais cedo”.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que ainda é preciso esperar para ver se o diploma “vai parar ou não às mãos do novo Presidente, que tomará posse no dia 09 de março”, e reiterou que, se for ele o eleito, fará “os possíveis e os impossíveis para que o Orçamento tenha pés para andar”.

Questionado se tenciona promulgar de forma incondicional o Orçamento para 2016, o candidato presidencial começou por responder: “Vamos ver primeiro o que se passa em termos de tempo. Pode haver uma aceleração”.

Depois, interrogado se defende que, neste caso, deve haver uma aceleração, declarou: “Naturalmente, se for possível”. Contudo, ressalvou que “isso depende da organização dos trabalhos no parlamento”.

Antes, a propósito do défice de 2015, o antigo presidente do PSD voltou a desdramatizar o impacto da intervenção pública no Banif, referindo que se trata de “uma situação excecional” e que pensa que a União Europeia terá isso em conta.

“Em rigor, não é um problema de gestão orçamental ordinária, normal – é um problema excecional, que não se esperava que existisse. Portanto, não vamos agora entrar em, não digo pânico, em juízo negativo ou em preocupação injustificada. Houve que intervir no caso Banif, não havia como não intervir. Isto tem esta consequência, que se espera que seja excecional”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no final de uma visita ao Campus Neurológico Sénior, em Torres Vedras, uma unidade privada de reabilitação destinada a pessoas com doenças neurológicas, que também tem espaços residenciais e uma capela.

Durante esta visita, o professor universitário de direito conversou com elementos da direção, profissionais e utentes. Demorou-se a ajudar uma idosa a jogar às damas com uma auxiliar e fez de animador de um jogo de palavras em que participava um outro grupo de idosos.

No final, manifestou um novo interesse pela especialidade de neurologia, à qual disse nunca ter dedicado muita atenção. “Estive a perder tempo com a gastroenterologia”, observou.

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