Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras será julgado por plágio na tese de doutoramento
publicidade

De acordo com a nota do Ministério Público, o arguido será julgado pela prática de um crime de contrafação.

O jornal Público avançou hoje com a notícia que Carlos Bernardes, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, foi constituído arguido e será julgado por ter plagiado partes da sua tese de doutoramento, escreve a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa numa nota publicada nesta sexta-feira.

De acordo com a nota do Ministério Público, o arguido será julgado pela prática de um crime de contrafação.

“Ficou suficientemente indiciado que o arguido, em setembro de 2015, com vista à obtenção do Grau Académico de Doutor, apresentou, numa Universidade em Lisboa, uma tese de Doutoramento, tendo realizado publicamente a defesa perante o respetivo Júri, onde ficou aprovado, lê-se na nota do Ministério Público.

Na nota publicada é revelado ainda que “apurou-se que esta tese de doutoramento foi criada a partir de textos publicados ou divulgados em data anterior e de outros autores”, sendo que o autarca “introduziu ligeiras modificações como alterações para conformação com o novo acordo ortográfico, substituição de palavras por sinónimos, substituição de verbos por expressões nominais, alterações de géneros gramaticais de palavras ou substituições de verbos, alteração da ordem das palavras e supressões de partes dos textos originais, que o arguido utilizou como se fossem próprios [do arguido] e da sua exclusiva lavra”.

Há três anos que a tese de doutoramento do edil, intitulada As linhas de Torres Vedras: um destino turístico estratégico para Portugal, está a ser investigada Ministério Público. Foi quando um artigo de opinião do antigo vereador Jorge Ralha (também socialista), publicado no jornal local Badaladas, a 20 de Janeiro de 2017, trouxe o assunto para a esfera pública.

Na altura, Carlos Bernardes negou ao Jornal Público que se tratasse de plágio, apesar de admitir “falhas na citação de alguns autores”.

“O arguido encontra-se sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência”, termina a nota do Ministério Público.

publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here