publicidade

Chama-se Lídia Nascimento, tem 50 anos, é tradutora de inglês-alemão e reside em Santa Cruz, Torres Vedras. Há 20 que recolhe lixo das praias: embalagens, brinquedos, redes de pesca, medicamentos e até chaves. É uma das pessoas extraordinárias que diariamente faz a diferença em prol do ambiente e, por isso mesmo, foi eleita como a grande vencedora da primeira edição do Movimento Faz Pelo Planeta By Electrão, uma campanha lançada em Maio pelo Electrão, que pretende trazer para a ribalta activistas anónimos, também designados de “big changers”

A página de Lídia Nascimento “Mar à deriva – Adrift Sea” tem nove mil seguidores no Facebook e mais de 6700 no Instagram. Usa as redes sociais – não as redes de pesca que recolhe nas praias – para alertar para a quantidade desmedida de plástico à deriva e não só. “Queremos que os nossos filhos tenham um planeta para viver no futuro, bem como os filhos das baleias, dos golfinhos, dos cavalos-marinhos”, escreve nas páginas que usa como mostruário dos ‘espécimes artificiais’ captados à beira mar.

Nas acções de limpeza das praias, que dinamiza em conjunto com o marido, Manuel Nascimento, já retirou da costa portuguesa quase 30 mil quilos de lixo só nos últimos três anos. Realizam cerca de 150 acções por ano. O propósito é tentar proteger espécies marítimas em Portugal. Lídia Nascimento, autora do livro “Mar à deriva”, realiza também acções de sensibilização nas escolas e promove a alimentação sustentável, com vista à redução do consumo de carne, entre outros hábitos saudáveis.

No âmbito da categoria “big changer” foram ainda atribuídas duas menções honrosas a Carlos Dobreira e Miguel Lacerda. Carlos Dobreira, professor de História e educação especial, residente em Palmeira, Braga, destaca-se pelas acções de plogging (combinação de corrida com recolha de lixo) em que está envolvido desde 2019. Miguel Lacerda, um ambientalista a tempo inteiro residente em Cascais, fundador da Associação Cascaisea, dedica a sua vida à sensibilização para a problemática do lixo marinho, com estudos, livros e formações para crianças e adultos com o objectivo de mudar mentalidades.

Nas empresas também se faz a diferença

O Electrão procurou agentes de mudança, não só na comunidade, os “big changers”, mas também dentro das empresas, onde há sempre alguém que se destaca fazendo a diferença e impulsionando boas práticas ambientais. Na categoria de “corporate changers” o prémio foi para a Infraestruturas de Portugal. A empresa foi eleita nesta categoria pelos projectos de sensibilização que desenvolve internamente e por ter reunido a maior quantidade de resíduos para reciclagem, tal como previsto no regulamento do prémio.

Os vencedores desta primeira edição, eleitos pelo júri do projecto, recebem os prémios na tarde desta quinta-feira, 18 de novembro, num evento intimista na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Terão oportunidade de viajar a um parque florestal da Europa. A empresa vencedora terá ainda acesso a planos de consultoria ambiental.

“O número de candidatos a ‘big changers’ e ‘corporate changers’ aproximou-se dos 100 a nível global. Em 2022 queremos elevar a fasquia e aumentar a participação. Vamos voltar a premiar quem já faz pelo planeta, mas com muitas novidades. Queremos potenciar a mudança de que necessitamos para um planeta mais sustentável”, sublinha o Director-Geral do Electrão, Pedro Nazareth.

Para inspirar a participação de muitos ambientalistas que ainda se encontram na sombra, o movimento envolveu na iniciativa alguns dos influenciadores mais conhecidos nestas áreas: Ana Milhazes (Lixo Zero), Anna Masiello (Hero to Zero), Catarina e Rita Leitão (Zero Plástico), Catarina Matos (Mind the Trash), Gonçalo de Carvalho (SCIAENA), Inês Soares (Nononovo), Joana Tadeu e Raquel Gaspar (Ocean Alive).   

Esta iniciativa do Electrão, com o alto patrocínio da Presidência da República, tem como parceiros governamentais a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto Português do Desporto e Juventude. Entre os parceiros associativos e empresariais do movimento estão o BCSD – Business Council for Sustainable Development, Corpo Nacional de Escutas, Deco Proteste, EGF, ESGRA, Lidl Portugal, Liga dos Bombeiros Portugueses, Quercus e Veolia. 

Sobre o Electrão:

O Electrão – Associação de Gestão de Resíduos é a entidade responsável por três dos principais sistemas de recolha e reciclagem de resíduos: embalagens, pilhas e equipamentos eléctricos usados. Gere uma rede de recolha de equipamentos eléctricos e pilhas usadas com mais de 6000 locais de recolha dispersos por todo o território nacional e é também responsável pela reciclagem de embalagens em todo o país. A sua principal missão é assegurar a reciclagem dos resíduos recolhidos, contribuindo para a minimização do impacto ambiental e para um reaproveitamento dos materiais que os constituem promovendo a economia circular.  Desenvolve diversas campanhas de comunicação e sensibilização com o objectivo de promover uma maior consciencialização ambiental e uma mudança de comportamentos, de que se destacam o Quartel Electrão, a Escola Electrão e o TransforMAR.

publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here