Região Oeste quer passes sociais idênticos aos da Área Metropolitana de Lisboa
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Os municípios da região Oeste desconhecem o valor com que poderão vir a ser apoiados pelo Governo para esta medida.

Os municípios do Oeste, região a partir da qual muitos habitantes se deslocam todos os dias para Lisboa, reivindicam passes sociais idênticos aos anunciados para a Área Metropolitana de Lisboa (AML).

“Não é correto que as pessoas que estão na AML sejam beneficiadas e aquelas que, por acaso não estão na AML, mas vão para Lisboa, sejam prejudicadas”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Alenquer e da Comunidade Intermunicipal do Oeste, Pedro Folgado.

Para o autarca, “as pessoas não podem ser prejudicadas porque vivem a cinco quilómetros ou a trezentos metros da AML e, por estarem fora da AML, já pagam um passe excessivamente caro, tendo em conta o valor de referência da AML”.

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) confirmou que está em conversações com as Comunidades Intermunicipais limítrofes para um acordo que permita reduzir o preço dos passes também para quem se desloca a partir desses concelhos para Lisboa.

Esta negociação foi confirmada pelo primeiro secretário da AML, Carlos Humberto, durante a última reunião do Conselho Metropolitano, realizada na quinta-feira.

“O que gostaríamos é que as pessoas, a partir do momento em que entram na Área Metropolitana, paguem 40 euros. Até lá, a responsabilidade é das CIM. Mas isto é uma reflexão que está a ser feita. Não está decidido”, salientou.

Segundo disse fonte do Ministério do Ambiente à Lusa, “os passes referem-se a serviços de transporte que operem numa determinada área geográfica e não estão limitados apenas a residentes dessa zona, pelo que qualquer utilizador é livre de comprar o passe que entender”.

A mesma fonte salientou que “todas as autoridades de transporte” – Áreas Metropolitanas e Comunidades Intermunicipais – irão receber este financiamento para redução tarifária nos serviços por si geridos, cabendo-lhes definir, “face aos recursos financeiros disponíveis, qual o nível de tarifário que poderão praticar”.

De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2019, o Governo vai financiar, com 83 milhões de euros, a redução do preço dos passes dos transportes públicos em todo o país.

Os municípios da região Oeste desconhecem o valor com que poderão vir a ser apoiados pelo Governo para esta medida.

“Este financiamento dos passes sociais nunca esteve em cima da mesa. Estando em cima da mesa, temos de ver que valor é que vem para os municípios”, disse Pedro Folgado, advertindo, contudo, que o financiamento que cada município poderá ter de suportar, tal como aconteceu com os congéneres da AML, “não foi contemplado nos orçamentos para 2019”.

Os novos passes sociais anunciados para a AML vão ter um custo máximo de 40 euros por mês.

Atualmente, um residente de Arruda dos Vinhos, a 35 quilómetros e 40 minutos da capital, paga 138,50 euros por um passe mensal combinado para Lisboa (autocarro/metro/carris).

De Alenquer ou Sobral de Monte Agraço, a 45 quilómetros ou a 45 minutos de Lisboa, o mesmo passe custa 160,70 euros.

O passe sobe para 165 euros, de Torres Vedras (a 45 minutos ou a 50 quilómetros de Lisboa), para 183,50, da Lourinhã (uma hora ou 70 quilómetros de Lisboa), para 186,50, do Bombarral (uma hora ou 70 quilómetros de Lisboa), ou para 187,50 euros, de Caldas da Rainha (uma hora e 20 minutos ou 90 quilómetros de Lisboa).

A OesteCim integra os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras (distrito de Lisboa) e Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos, Nazaré, Peniche (distrito de Leiria).

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