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Promover a aproximação entre culturas e tradições das diferentes comunidades migrantes existentes no concelho de Torres Vedras por meio da música e da dança.

É este o principal objetivo do projeto “Ensemble Intercultural”. A sessão de apresentação do documentário e do registo áudio relativos à primeira fase deste projeto aconteceu no dia 14 de julho, no Centro de Artes e Criatividade.

De referir que a primeira fase do projeto “Ensemble Intercultural” envolveu migrantes oriundos do Nepal, Índia, Marrocos, Moldávia, Ucrânia, Roménia, Grécia e Brasil, tendo a mesma sido desenvolvida no Espaço Primavera e no pavilhão Expotorres entre março de 2019 e novembro de 2020 pela associação Musicálareira em parceria com a Câmara Municipal de Torres Vedras.

A primeira fase do referido projeto teve início com um estudo das noções e capacidades de cada participante, no que diz respeito ao domínio de instrumento musical ou de canto. Posteriormente procedeu-se a uma seleção de músicas ou trechos de melodias e ritmos, que foram trabalhados em conjunto por todos os participantes, com o intuito de ser criado um ensemble musical constituído por elementos representativos de diversas culturas.

No âmbito desse trabalho foram concebidos três temas musicais (interpretados nas línguas ucraniana, grega e nepalesa): Oi na gori dva dubkyItane Mia Forá e Resam Firiri, respetivamente.

Refira-se que o projeto “Ensemble Intercultural” integra-se no Plano Municipal para a Integração de Migrantes de Torres Vedras, plano que resulta de uma candidatura ao Fundo para o Asilo, a Migração e Integração.

Na referida sessão de apresentação esteve presente a vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Torres Vedras, que explicou que o “Ensemble Intercultural” é um projeto que promove a diversidade e demonstra que a mesma “é um ativo dos sistemas humanos” que “nos une e contribui para uma maior riqueza, uma maior criatividade e inteligência coletivas”, sendo que as sociedades devem criar condições para que “a pluralidade se possa expressar, combatendo a ideia de que deve haver uma padronização, uma homogeneização que, na verdade, empobrece as comunidades”. Ainda segundo Ana Umbelino, o “Ensemble Intercultural” é um recurso artístico que passa a estar disponível, havendo a possibilidade de várias outras organizações culturais e criativas “erguerem pontes com este projeto”.

Na sessão de apresentação do documentário e do registo áudio do “Ensemble Intercultural” usou também da palavra o diretor artístico do mesmo e responsável da associação Musicálareira, Rúben Monteiro, que adjetivou o projeto de “maravilhoso”, tendo revelado que foi com grande alegria e facilidade que o desenvolveu. Rúben Monteiro confessou inclusivamente na ocasião que acabou por ficar deslumbrado com a descoberta de talentos artísticos na comunidade migrante de Torres Vedras, tendo o projeto transcendido a música e a dança e acabado por criar “uma família”.

Neste momento já está a decorrer a segunda fase do projeto “Ensemble Intercultural”.

Mais informação sobre o mesmo pode ser obtida pelo e-mail: planomigrantes@cm-tvedras.pt; ou pelo n.º de telefone: 261 322 464.

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Redação
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