Face ao tipo de salas e números de alunos que temos em cada turma, torna-se importante manter a ventilação
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Ao longo dos últimos dias, pais, encarregados de educação e docentes do concelho de Torres Vedras têm vindo a levantar questões relativamente às condições meteorológicas que se têm feito sentir e à recomendação de manter os espaços escolares arejados, no âmbito do combate à pandemia de COVID-19.

“Face ao tipo de salas e números de alunos que temos em cada turma, torna-se importante manter a ventilação” explica Ricardo Sá, médico de clínica geral e coordenador do projeto “Report Covid – Escolas de Torres Vedras“, acrescentando que “a transmissão do vírus faz-se preferencialmente por gotículas expelidas pela boca e nariz. Num ambiente em que o ar está mais quente e húmido (vapor de água), a sua disseminação é mais fácil e potencia a transmissão entre os elementos da sala, facilitando a origem de surtos.”

Ricardo Sá sublinha ainda que “este é o pior momento que vivemos desde o início da pandemia” e que “se fizermos um esforço, podemos evitar um maior número de casos positivos, mas acima de tudo, estaremos a proteger o futuro das crianças face às consequências que desconhecemos do vírus a longo prazo. O que fazemos hoje protege acima de tudo o futuro destas crianças quando chegarem a idade adulta. O risco/benefício compensa o esforço de manter as janelas e portas abertas. É um ano diferente.”

Dirigindo-se a pais, encarregados de educação e docentes, o coordenador do projeto “Report Covid – Escolas de Torres Vedras” ressalva, no entanto, que “se entenderem que em algum dia ou momento o frio é extremo, podemos tentar de forma ‘excecional’ arejar as salas de forma mais intensa no período dos intervalos e almoço abrindo todas as janelas e portas.”

Imagem: Gustavo Bom/Global Imagens

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